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Nélson Gonçalves
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2ª fase do aeroporto custa R$ 2,280 mi

Texto: Nélson Gonçalves

A empreiteira Leão & Leão apresentou a proposta de menor preço para as obras da segunda fase, que terá inicío em novembro

A construção da segunda fase do Aeroporto Regional de Bauru vai ter início em novembro deste ano. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) cumpriu, anteontem, mais uma etapa do processo de licitação para as obras de terraplanagem, pavimentação do pátio de táxi e aeronave e outros complementos. Foram abertos os envelopes com as propostas de 16 empresas para a execução da segunda etapa. A empresa Leão

& Leão, de Ribeirão Preto com escritério em Jaú, apresentou a proposta de menor preço, no valor de R$ 2,280 milhões. A empreiteira foi a vencedora da licitação para as obras da primeira etapa do aeroporto. A publicação da classificação vai sair no Diário Oficial do Estado (DOE) até sexta-feira.

Com a classificação da empreiteira, o Daesp parte agora para a fase final de licitação, devendo adjudicar a proposta da leão & Leão até o final do mês. Com isso, a segunda fase das obras do aeroporto, na divisa de Bauru com Arealva, terá início em novembro, com prazo de seis meses para ser entregue. Apareceram 19 empresas disputando a licitação da segunda etapa da obra, que tinha custo estimado de R$ 3,302 milhões.

O Daesp desclassificou três empresas do processo, por não cumprirem exigências que eram previstas para a execução da obra. Assim, 16 empresas disputaram a concorrência pública. Conforme a previsão desta etapa, a segunda fase do aeroporto de Bauru estará entregue até o final do primeiro semestre do próximo ano. O ex-deputado estadual, Roberto Purini, comentou que para a conclusão de toda a obra sejam necessários em torno de mais R$ 15 milhões. "É bom lembrar que as obras estão sendo tocadas com recursos do Governo Federal e Estadual. O Município não gasta um tostão com o aeroporto regional de Bauru", salientou.

O ex-deputado estadual comentou que a verba para cobrir esses custos já estão liberadas e previstas no orçamento do Plano Bianual de Investimento (PBI) do Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa). Roberto Purini também explicou que "outro ponto importante a salientar é que essas verbas estão previstas em programas específicos.

É dinheiro público que só pode ser usado para obras em aeroportos. É dinheiro vindo das taxas cobradas nos próprios aeroportos em funcionamento pelo País. Com isso, depois de muita luta, teremos em Bauru, dentro de pouco tempo, um aeroporto em condições de operar como acontece hoje em poucos locais, como em Campinhas e Cumbica (Guarulhos)".

Com isso, o Daesp mantém a previsão de seis meses para a conclusão da segunda fase do aeroporto. Assim, restará somente a terceira fase, que inclui o prédio para a estação de passageiros. Na licitação atual o Daesp prevê, por exemplo, 30 mil metros quadrados de área de estacionamento, pavimentada. "Esta obra é importante para Bauru e para a região, mas também é uma obra de interesse nacional, estratégica para as pretensões de desenvolvimento do mercado com os países do Mercosul", reforçou Purini.

Em julho, os governos estadual e federal, por meio do Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa), liberaram a verba de R$ 3 milhões, estimada para o custeio da 2.ª fase do aeroporto. Como resultado, o Daesp pôde reiniciar a elaboração do edital de licitação. O prédio faz parte da terceira fase de construção e tem término previsto para final de 2001 ou início de 2002. Até o momento, já foi concluída a primeira fase de construção, que compreende uma pista de pouso e decolagem de 2.100 metros de comprimento, além da terraplanagem do local. A superintendência do Daesp já afirmou que a liberação da pista está atrelada

à conclusão de todas as obras do aeroporto.

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