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Associações de Moradores

Erika de Lima
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Associações listam pedidos para 2001

Texto: Erika de Lima

As Associações de Moradores já fzeram vários pedidos para a gestão administrativa de 2001. Depois da pavimentação, é a vez da área de educação, a ser a primeira a encabeçar a lista, pelo menos nos bairros Pousada da Esperança, Nova Esperança, Tangarás, Parque Jaraguá e Vila Dutra.

A preocupação em não deixar os filhos sem estudo e na rua foi o que motivou pais, principalmente dos bairros mais afastados do centro, a pedir insistentemente às associações representatividade junto aos órgãos públicos para defender o interesse de se construir escolas de ensino fundamental e ensino médio e creches.

Conforme matéria publicada no JC nos Bairros do dia 12 de outubro do ano passado, cerca de 10,8% das crianças da Pousada estavam fora da escola. Só há uma Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei Valéria Ansejo) e uma creche (Maria de Fátima Lima) no bairro. E a escola mais próxima de primeiro e segundo graus Doutor Carlos Chagas, localiza-se na Vila São Paulo.

Os estudantes da Pousada se espalham em mais de 20 escolas municipais e estaduais, situadas em bairros nem sempre próximos. De acordo com a presidente da Associação de Moradores da Pousada da Esperança, Eva Pereira Brandão, as famílias mostram-se muito preocupadas com a educação dos filhos. "Eles temem que as crianças e os jovens ao ficarem ociosos procurem caminhos errados, como o das drogas e, assim haja uma evasão escolar", relata.

Na região da Vila Dutra, que engloba o Leão XIII, o quadro não é diferente. As famílias também vivem apreensivas por causa da distância entre suas casas e a escola. Os estudantes são obrigados a caminhar quase quatro quilômetros para chegar à Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Stela Machado, a mais próxima.

Além disso, muitas famílias não têm dinheiro para pagar transporte coletivo para os filhos poderem estudar em outras localidades, caso falte vagas. A presidente da Associação de Moradores da Vila Dutra, Vera Pasqualino, diz que só uma escola na região não está sendo suficiente para comportar a demanda de estudantes. "A construção de escola é uma das urgências da nossa região", afirma.

A briga pela construção de escolas e creches também

é grande no Tangarás. Segundo o presidente da associação do bairro, José Carlos Alves, há três anos os moradores reivindicam esses estabelecimentos públicos e não são atendidos. "Por isso, essas serão nossas solicitações primordiais para o próximo ano", frisa.

Conforme informou a Secretaria de Obras, a Prefeitura deve entregar, ainda neste ano, um Programa Encontro da Turma (PET) no Parque Jaraguá; oito Emeis e uma creche, que está em construção no Parque Santa Edwirges. Duas escolas de educação infantil, a do Jardim Pagani (Cônego Aníbal Difrância) e a do Jardim Godoy, (Dorival Teixeira) estão sendo ampliadas.

A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) já entregou duas creches, uma no Parque Bauru 22 e outra no Parque Real. Cada uma tem capacidade para atender 135 crianças, sendo que o espaço do berçário é para 20 bebês. O berçário está atendendo crianças que tenham a partir de quatro meses de idade. "Ainda não temos uma posição em relação à construção de creches para 2001, pois estamos elaborando o plano assistencial e definindo as prioridades desse plano", finaliza a titular da Sebes, Sandra Scriptore.

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