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Comentário político

Redação
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Lei implacável

A Câmara Municipal rejeitou ontem, por 13 votos a cinco, projeto de lei do tucano Toninho Garmes, que pretendia reduzir a alíquota de ISS para médicos e advogados. O argumento foi que a cruel Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a redução de previsão de receita sem a devida reposição, através de outro mecanismo. A LRF já é a maior vedete entre os agentes políticos por toda a parte.

Vontade política

O problema é que a LRF também está sendo utilizada como muleta para muita gente não agir, mesmo em casos mais complicados. Os candidatos a prefeito quase não falaram neste tema durante a eleição. Ninguém quis assumir que a Lei Fiscal traria sacrifícios enormes para o Município. Agora, só criatividade e vontade política poderão levantar alguns obstáculos, com ações firmes e arrojadas.

"Três pernas"

A editoria de política já conta com muitas informações para a formação da lista dos "homens de três pernas" que gravitam em torno de Nilson Costa (PPS). Trata-se de ocupantes de bons cargos de confiança que estiveram com um pé em cada barco - de Tuga, Nilson e de Tobias, na eleição. Alguns nilsistas estão tão preocupados com a lista que pedem para que os nomes sejam escritos com sobrenome. É para afastar as coincidências de prenome.

Confiança

Aliás, o prefeito Nilson Costa deve avaliar com muito cuidado esta questão até o final de novembro, em função do recesso político que ele decretou. Se o prefeito não sabe quem são os "três pernas", deve buscar informações para identificar como alguns colaboradores agiam como se os vencedores da eleição fossem os dois primeiros colocados apontados até o final da disputa.

Vigias no cemitério

O vereador José Eduardo Ávila (PPB) está solicitando ao Executivo a colocação de vigias nos cemitérios municipais nos períodos noturno e diurno. Reportagens do JC têm mostrado, seguidamente, ações de vandalismo e presença de marginais nos cemitérios públicos. A vigilância impediria a depredação de túmulos. Toninho Garmes também criticou o vandalismo nos cemitérios.

Azedou

Aliás, o convívio entre Garmes e Dudu Ranieri azedou. Na sessão de ontem, o vereador mandou um duro recado ao vice-prefeito eleito que, segundo ele, "tem o costume de falar algumas coisas e algumas pessoas se intimidam e se calam. Eu não me calo jamais, não tenho medo. Você tinha conhecimento que eu ia votar pela primeira vez o projeto dos subsídios. Fiz a mudança no salário do vice-prefeito não para o senhor, mas para o cargo", tentando lembrar que seus propósitos eram anteriores à eleição.

Caridade alheia

Garmes disse que "receber salário da administração pública sem trabalhar é imoral, eu entendo que o

ócio não pode ser remunerado. Demagogia é dizer que vai doar o que não é seu para instituição de caridade". Dudu disse que não precisa do salário de vice e que, assim que assumir, deve destinar o valor para uma instituição. Pelo jeito, a sauna da Hípica vai ficar mais quente que o normal.

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