Geral

Pólo aquático

David Cintra
| Tempo de leitura: 2 min

Pólo aquático

Campeãs brasileiras jogam hoje

Texto: David Cintra

A equipe juvenil de pólo aquático do BTC, campeã brasileira, estará jogando hoje em Jundiaí e amanhã em Santos, contra as equipes locais. As partidas são válidas pelo campeonato paulista e as bauruenses apenas cumprem tabela, pois já estão classificadas para as finais da competição.

Após a conquista do Brasileiro, o técnico André Anastasio está otimista em relação ao campeonato paulista. O título nacional e a boa campanha no paulista não é fruto do acaso, resulta de um trabalho iniciado há dois anos. Bauru não conquistava um título no pólo aquático há 14 anos e o último time forte foi desmontado há cerca de quatro anos. As jogadoras da equipe juvenil campeã brasileira, na verdade, estavam começando quando aconteceu o desmanche do promissor time de quatro anos atrás. Com o apoio do diretor do pólo aquático do BTC, Cláudio Zoponi, o departamento foi reativado e agora tem tudo para deslanchar.

A equipe do BTC está qualificada para o Sul-americano e tem todas as possibilidades de sair-se bem, mas depende de conseguir um patrocínio para efetivamente disputá-lo. "Às vezes algumas empresas têm vontade de patrocinar, mas desistem achando que terão que desembolsar quantias absurdas, o que é um engano. O custo na verdade é baixo e com um bom trabalho o retorno em termos de marketing é compensador", afirma o técnico André.

Da equipe do BTC campeã brasileira, dez atletas estão convocadas para a seleção brasileira. As meninas que agora estão no juvenil, podem estar na seleção adulta que disputará uma vaga para os Jogos Olímpicos de Atenas. O pólo aquático é um esporte essencialmente coletivo, no qual dificilmente uma jogadora pode decidir sozinha uma partida, assim o entrosamento das dez jogadoras deste time do BTC pode ser decisivo para a permanência e o futuro delas na seleção. E, a julgar pela vontade de algumas atletas, Atenas não se trata de um sonho, mas uma possibilidade real. "Agora eu quero ser campeã paulista, mas vou lutar para ficar na seleção brasileira e quem sabe chegar à Olimpíada", afirma Débora, uma das convocadas e que joga como marcadora de centro-defesa.

"O pólo aquático é o segundo esporte olímpico em grau de dificuldade, perdendo apenas para a ginástica olímpica, e o primeiro em fadiga, ou seja, cansa mais rápido, é um esporte que exige preparo físico excepecional", ensina Luisa a atacante artilheira do BTC.

Comentários

Comentários