Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

INFERNO ASTRAL

A fase não anda mesmo boa para o meia Arílson. Depois de ser dispensado do América-MG, em meio à disputa da Copa João Havelange, o jogador está sendo procurado pela polícia espanhola. Em março de 1999, quando jogava pelo Valladolid, Arílson, ao volante de seu carro, colidiu com uma moto, causando lesão numa jovem. Além de estar embriagado, ele não prestou os primeiros socorros, abrindo fuga. Mas Arílson não é o único homem do futebol que atravessa uma fase braba: Wanderley Luxemburgo vive um verdadeiro inferno astral, enquanto Edmundo e Romário estão sempre na Berlinda - vira e mexe, vem bronca contra eles. Agora é a vez de Paulo Roberto Falcão, ex-jogador e treinador da Seleção. A ex-esposa do ex-meio-campista, e atualmente comentarista esportivo, Rosane Leal, acusa Falcão de retirar indevidamente o filho de ambos, Paulinho, de sete anos, trazendo-o de forma irregular dos Estados Unidos para o Brasil. Mas Falcão distribuiu nota definindo como "campanha difamatória" o procedimento de sua ex-esposa, afirmando que a guarda de Paulinho lhe foi entregue pela Justiça brasileira e norte-americana. O ex-jogador do Inter, Roma e São Paulo terá que batalhar em outra frente jurídica, porque a telefonista Dalva Pereira move-lhe ação de reparação por danos morais. Falcão é acusado de assediar sexualmente Dalva, que é funcionária da rede de TV RBS. Segundo seu advogado, Nei Soares de Oliveira, ela afirma que, por medo de ser demitida, teve que fazer sexo com Falcão dentro da empresa, geralmente em banheiros ou em vãos de escada.

DESACORDO

Dois deputados que estão apurando as supostas irregularidades no contrato da CBF com sua fornecedora de material esportivo, a Nike, não se entendem sobre o rumo das investigações da CPI do Futebol na Câmara. Enquanto Luciano Bivar (PSL-PE) garante que nada de errado será encontrado, seu colega Ayrton Xerez (PPS-RJ) não pensa da mesma forma e aproveitou para alfinetar Bivar - é presidente do Sport Recife - e outros deputados federais. "Se as investigações forem para valer na CPI da Nike que rola na Câmara dos Deputados, elas atingirão em cheio alguns colegas parlamentares ligados a clubes e federações de futebol" - disse ele, em declaração publicada na coluna de Fred Suter, no jornal "O Dia".

EURICO X ORNELAS

Eurico Miranda não gostou das declarações de Waldeck Ornelas, que o acusa de não conseguir reunir dados sobre o Vasco, já que ele, Eurico, retém essas informações. O vice de Futebol cruzmaltino, que

é também deputado, afirmou: "Se ele disse isso, mentiu. O Vasco não deve nada ao INSS", declarou o dirigente, após participar da sessão de ontem da CPI do Futebol na Câmara Federal. Segundo Eurico Miranda, a idéia que Ornelas defende, que os clubes devem recolher o INSS pela folha de pagamento, e não pela arrecadação dos jogos, é errada. O cartola vascaíno explicou que os clubes pagam muito mais do que o INSS quer fazer crer aos senadores, porque pagam também 5% sobre a publicidade, e não somente sobre o faturamento nos jogos. Segundo Eurico, o ministro não sabe fazer contas.

AMEAÇA

Apesar da ótima campanha do Sport na Copa João Havelange

- a equipe é a quarta colocada com 33 pontos e está virtualmente classificada para a próxima fase - , a tranqüilidade está longe da Ilha do Retiro. Os jogadores rubro-negros pernambucanos ameaçaram entrar em greve por causa dos salários atrasados. A diretoria só pagou o mês de agosto e, segundo os atletas, eles ainda têm direito à premiação de R$ 15 mil pela conquista do pentacampeonato estadual, R$ 4,5 mil de bichos acumulados na Copa dos Campeões e pouco mais de R$ 12 mil de extras da Copa João Havelange. A decisão de considerar a hipótese de greve aconteceu antes do treino desta terça-feira, mas os jogadores foram avisados de que o gesto poderia gerar retaliações. A situação só se normalizou graças a um telefonema do técnico

Émerson Leão, que tranqüilizou o elenco.

O DÉRBI

Guarani e Ponte Preta disputam esta tarde, no Brinco de Ouro, o último dérbi campineiro do milênio, considerado como de alto risco. A Polícia Militar organizou um forte esquema de segurança, contando com a presença de mais de 600 PMs com carros e motos, do pelotão de choque, da cavalaria e de um helicóptero. Além deste contingente, a PM utilizará sete câmeras para identificar possíveis infratores. Quatro delas foram instaladas dentro do estádio e as outras três em pontos estratégicos ao redor do Brinco de Ouro. Praça de guerra ou estádio de futebol? Infelizmente, chegamos a esse ponto - futebol é apenas um esporte, gente! Se o Guarani vencer, aumentará suas chances de vaga na próxima fase da Copa João Havelange. A Ponte está melhor do que o arquiinimigo e se ganhar o dérbi, estará com meia classificação no bolso.

A-III/2001

Apesar de a Federação Paulista de Futebol cortar a cota garantida de 10 mil reais por jogo ao clube mandante - e de a competição terminar mais cedo do que nos anos anteriores - achei o esquema de disputa da Série A-III para 2001, melhorzinho do que o deste ano. Ao invés de várias fases e quadrangulares, a Terceirona será disputada na fórmula simples, todos contra todos em turno e returno. Cada equipe fará 30 jogos e o que tiver mais pontos sobe para a Série A-II em 2002.

MEMÓRIA

O Batatais, que não vai bem na Série B-1, Quarta Divisão, era chamado de Fantasma do Interior nas décadas de 40 e 50. Na decisão do Campeonato da Segunda Divisão de Profissionais, em 1949, contra o Guarani, o Batatais foi prejudicado pela arbitragem. Dizem que foi uma das maiores "garfadas" da história. O Bugre foi o segundo clube promovido à Primeira Divisão. O primeiro foi o XV de Piracicaba, em 48, quando começou a Lei do Acesso. Em 1950 subiu o Radium de Mococa; em 51, o XV de Jaú; em 52, Linense; em 1953 foi a vez do Noroeste.

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