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Tânia Fonseca
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Entidades de Agudos ficam sem repasse

Texto: Tânia Fonseca

Dos R$ 200 mil previstos no orçamento, as entidades só receberam R$ 55. Conselho deve recorrer à Promotoria

As oito entidades cadastradas no Conselho Municipal de Assistência Social de Agudos passam por dificuldades financeiras para se manter e não vêm recebendo, em dia, os repasses que deveriam ser efetuados pela Prefeitura do município. A afirmação

é da presidente do Conselho, Norá Franco da Riva que deverá recorrer à Promotoria Pública para tentar uma solução para a questão.

Dos R$ 200 mil previstos no orçamento municipal para 2000, o Conselho recebeu, até hoje, segundo Norá, apenas duas parcelas, uma no valor de R$ 30 mil, repassados em maio, e outra de R$ 25 mil, em setembro.

O não-repasse dos recursos, de acordo com a presidente do Conselho, é uma questão muito séria e preocupa todas as entidades que estão tendo que se manter apenas com o repasse do Estado e colaborações da comunidade, além dos eventos promovidos por cada uma delas.

O repasse municipal, ao contrário do estadual, vem sendo uma incógnita desde o começo do ano, explica Norá. Em setembro, o assunto chegou até a Promotoria Pública e em reunião entre representantes da Prefeitura, do Conselho e o promotor Júlio César Palhares, ficou estabelecido um acordo onde a Prefeitura se comprometia a efetuar os repasses nos meses de setembro (R$ 25 mil), outubro (R$ 35 mil), novembro

(R$ 60 mil) e dezembro (R$ 50 mil).

O acordo, segundo Norá, não está sendo cumprido já que depois da reunião com o promotor, só a verba relativa a setembro teria chegado até as entidades.

"Recebemos ontem (terça-feira) um recado do prefeito, informando que o repasse seria suspenso, por isso vamos recorrer

à Promotoria", diz Norá.

O prefeito Afonso Condi (PSDB) foi procurado ontem pela reportagem para falar sobre o assunto. Na Prefeitura, a informação era a de que ele estava viajando e alguém procuraria a redação até o fim do expediente, o que acabou não acontecendo.

As oito entidades cadastradas no Conselho são a Apae, a Casa do Menor Renascer, o Abrigo Vicentino, o Lar da Criança Agudense, o Abrigo Pobres de Santo Antonio, a Associação de Combate ao Câncer, o Lar dos Desamparados e a Sociedade Agudense da Terceira Idade.

A presidente do Conselho ressalta que a comunidade de Agudos tem colaborado, à medida do possível, participando das campanhas e promoções realizadas pelas entidades mas há que se considerar que numa cidade pequena, a população acaba ficando sobrecarregada com as várias promoções realizadas, por isso é fundamental que a administração cumpra sua parte no acordo, colaborando com a manutenção das entidades que, em Agudos, representam segmentos variados da sociedade, como as crianças, os idosos, os deficientes entre outros.

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