Entrelinha
Deputado grevista
O deputado Pedro Tobias (PDT) foi criticado, há alguns meses, por não ter apoiado, efetivamente, a greve dos servidores estaduais da saúde e da educação. Agora, Tobias surge como um dos principais políticos defendesores do movimento grevista dos funcionários do Banespa. O deputado vem insistindo no assunto na Asssembléia e, ontem à tarde, participou do ato público em Bauru.
Acampamento
Mas Tobias acha que só a greve não vai convencer o colega Wanderley Macris, presidente da Assembléia Legislativa, a colocar em votação a emenda constitucional PEC-4 e o pedido de plebiscito sobre a venda do Banespa. O deputado pedetista entende que os banespianos devem radicalizar, forçando o presidente da AL a tomar uma decisão. Para começar, Pedro Tobias sugere que os grevistas acampem na AL. Ele disse que vai acampar junto.
Sobre o PT
Pedro Tobias procurou deixar em aberto a ida ou não para o PT, partido que vem elogiando na Assembléia. O deputado acha que haverá reforma política no País, o que forçará todos aqueles que hoje estão em partidos pequenos a procurarem outras siglas, inclusive ele. Tobias estaria sendo assediado pelo PSDB, mesmo diante de suas críticas contra as privatizações, entre outras posições do governo.
O time e o partido
Um banespiano comentou, no ato grevista de ontem, que o único integrante do time petista local que compareceu ao ato foi justamente Pedro Tobias. O comentário foi uma brincadeira com Tobias, mas não deixou de ser uma alfinetada no vereador Batata e na presidente do PT, Estela Almagro, que não foram vistos junto aos banespianos desde o início da greve.
Futuro comando
Aproveitando o embalo do colega e o intervalo entre uma palavra de ordem e outra, um dos grevistas emendou: "O atual comando do PT não está aqui, mas o futuro está", referindo-se a Tobias e assessores, que desembarcariam no partido de Lula e Marta para dar as cartas, para desespero de algumas alas petistas.
Esperança 1
Alguns segmentos do PMDB local estão alvoroçados com a leve possibilidade de Tidei de Lima ocupar uma cadeira na Câmara Federal a partir de 2001. A posse do peemedebista foi ventilada em função dele ser terceiro suplente do partido e em razão de um dos suplentes anteriores ter sido eleito prefeito de uma capital regional.
Esperança 2
De acordo com os cálculos de alguns esperançosos, Tidei de Lima poderia retornar ao Congresso se o outro suplente fosse indicado para algum cargo no governo estadual. Tidei, no entanto, diz que as chances são remotíssimas. "Não conto com isso. Estou preocupado com a minha carreira profissional", diz. Ontem, o ex-prefeito de Bauru esteve em Marília acertando negócios na área de construção civil.
Paralelo
Além da carreira profissional, Tidei de Lima planeja reiniciar o trabalho de reativação do velho MDB. Para tanto, está de olho nas convenções municipais. "O partido precisa ter um processo de renovação, que certamente será longo e demorado", calcula. Fernando Monti, presidente do diretório municipal do PMDB, também
é favorável à reciclagem e cita Rodrigo Agostinho, como um grande exemplo.