Um família inteira presenciou um assassinato, ontem pela manhã, no Parque Jaraguá. Dois homens, ainda não identificados, entraram no quintal de uma casa localizada na quadra 4 da rua Édson Pereira Leite perseguindo Hudson Israel Lopes, 20 anos, morador no mesmo bairro.Lopes tentou se esconder numa obra inacabada existente no fundo do quintal, mas foi atingido por tiros disparos pelos dois homens. O crime foi presenciado pela dona da casa, Clélia Figueira, seus filhos e netos, que também estavam no quintal. Clélia e seus filhos ficaram apavorados com os tiros disparados, que poderiam até ter atingidos as crianças que brincavam no quintal. Os donos da casa disseram que, até então, não conheciam os três homens - a vítima e os autores dos tiros. Eles entraram com facilidade na casa porque o portão que dá acesso ao quintal e à rua estava aberto. Segundo informações, os dois homens já vinham perseguindo Lopes na rua. Ao ver o portão aberto, a vítima tentou se esconder, mas acabou sendo atingida pelos tiros.Após disparar contra Lopes, os dois homens fugiram e até o início da noite de ontem não haviam sido localizados pela polícia. Informações extra-oficiais dão conta de que a polícia já sabia suas identidades. O motivo do crime também não era conhecido. A vítima, que ficou caída no chão do quintal, ainda foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.Como o laudo da necropsia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia sido divulgado, a polícia ainda não soube precisar quantos tiros atingiram Lopes e o tipo da arma usada. O delegado-titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J.J. Cardia, disse que o caso está sendo investigado.Momentos de pavorA dona de casa Clélia Figueira seus filhos e netos disseram que viveram momentos de pavor e medo quando os dois desconhecidos, correndo, entraram em seu quintal, já atirando em Lopes, que corria na frente. "Ele entrou e tentou se esconder, mas os outros foram atirando. Nós ficamos apavorados. As crianças começaram a chorar e nós se escondemos", disse Clélia.Ela contou que estava em casa fazendo almoço enquanto os filhos e netos brincavam no quintal. "Eles entraram rápido. Eu não os conheço. Aproveitaram que o portão estava aberto." O filho da dona de casa, que preferiu não se identificar, disse que estava no portão e percebeu que a vítima conversava com dois desconhecidos. "De repente eles vieram correndo. Eu estava entrando com a minha sobrinha. Fiquei com muito medo", disse. Os dois desconhecidos atiraram e deixaram o local rapidamente, sem que as testemunhas notassem detalhes sobre as suas aparências. "Nós ficamos apavorados. Pensamos que eles iam matar as crianças", afirmou.
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