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Criadores de suínos

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Para derrubar mitos e aumentar o consumo de carne suína, três grande produtores da região se uniram para lançar o selo de qualidade Suíno Quality. "Com ele, o consumidor vai conhecer a origem da carne e ter a garantia que estará comprando um produto de qualidade e de procedência confiável", destacou o proprietário da AC Agroindustrial, Antonio Carlos Silva, que forma o trio juntamente com Paulo Rangel Filho, da Suinogen, e Paulo Pellicci, da Pratasui.A suinocultura será o destaque de hoje da Expotécnica, evento que está sendo realizado paralelamente à 27.ª Exposição Regional de Animais e Produtos Derivados de Bauru - Grand Expo 2000. Três palestras - "Sistema de Cultivo da Cultura do Milho e Silagem de Grãos Úmidos", "Cadeia produtiva da Carne Suína e seus Impasses" e "Causa de Descartes de Reprodutores" - serão apresentadas aos produtores da região, com o objetivo de incentivar o aprimoramento desse tipo de criação. "Nossa intenção não é só alavancar nossas vendas, mas sim do setor de uma forma geral, atraindo a atenção do consumidor para um tipo de produto que ainda é pouco consumido no Brasil", salientou o empresário. De acordo com um material de divulgação distribuído pela Suíno Quality, enquanto o consumo per capita do brasileiro está em torno de 10 quilos por ano, o do europeu chega a 45 quilos por ano. "Na Espanha, Alemanha e Dinamarca, o consumo ultrapassa os 60 quilos/ano", destaca o texto.Para mudar o conceito de que carne suína engorda e causa doenças, os criadores estão divulgando a evolução do setor ao longo dos últimos 20 anos. "De 1980 para cá, o suíno perdeu 31% do seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol, tudo isso fruto de avanços na genética, através de cruzamento e seleção de animais superiores", destacou Silva.Ele salientou também que, na suinocultura moderna, os animais alimentam-se de ração balanceada, produzida à base de milho, soja e trigo, além de muita água.Os três produtores não divulgam números a respeito de seu plantel e nem qual o índice de venda mensal, mas Silva destaca que o consumo vem crescendo consideravelmente no País. De acordo com ele, está faltando esclarecimentos à população sobre os benefícios que a carne de suíno pode trazer. "Na Europa, o consumo é muito alto e podemos acreditar que lá as pessoas são bastante esclarecidas, possuem um padrão de vida bem mais alto que o nosso e, portanto, analisam com mais cuidado a sua alimentação. Se eles consomem tanta carne suína é porque algum benefício ela apresenta", disse.O selo Suíno Quality pretende identificar a carne produzida pelas três maiores agroindústrias da região, dando ao consumidor a garantia da procedência do produto, segundo explicou Silva. A divulgação dessa nova metodologia de mercado foi feita oficialmente em um evento realizado na semana passada, na Cervejaria dos Monges, para cerca de 700 convidados. Desse total, 400 eram médicos e nutricionistas. "A nossa intenção é mostrar a importância desse tipo de carne aos profissionais que formam a opinião dos consumidores. Temos uma grande quantidade de criadores no País e não podemos mais descartar a importância proteica desse tipo de alimentação no prato do brasileiro", destacou.

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