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Eleições OAB

Josefa Cunha
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As declarações do atual presidente da Subseção-Bauru da OAB, Gérson Moraes Filho, sobre o pedido de impugnação apresentado contra sua candidatura à reeleição consolidaram, na opinião dos adversários que o querem fora do processo eleitoral, as denúncias de uso da máquina em favor de sua campanha. "Na resposta ao nosso pedido de impugnação, ele nada mais fez do que confessar as irregularidades que fundamentam o requerimento", considerou Alvarez.Em matéria publicada na edição de ontem do JC, Moraes Filho contestou a acusação de que teria desviado dinheiro da entidade ao utilizar o informativo mensal da Subseção, O Arauto, para encartar publicidade de sua candidatura e da chapa que apóia na renovação da seccional de São Paulo. Ele alegou que o fato de ter encartado as propagandas não gerou ônus à entidade, que já banca normalmente a postagem do periódico. Entretanto, acabou reconhecendo que foi beneficiado com a postagem gratuita de suas propagandas.Para Alvarez, o reconhecimento do concorrente ratifica as denúncias apresentadas no pedido de impugnação encaminhado à Comissão Eleitoral da entidade. "Quando falamos em desvio, não quisemos dizer que ele se apossou indevidamente do dinheiro da Subseção, mas que desviou a finalidade de uma coisa que é mantida pela entidade. Ele (Moraes Filho) não pode se esquecer que está à frente de uma entidade e que precisa zelar por ela em nome de todos os advogados. Ao reconhecer que deixou de pagar para enviar suas propagandas de campanha, ele confirmou que o processo eleitoral da OAB em Bauru encontra-se cristalinamente viciado", comentou.A matéria do JC com as declarações de Moraes Filho foram anexadas a uma petição protocolada ontem mesmo por Alvarez. O cabeça da chapa Oposição Unida acredita que o recorte reforçará os fundamentos do pedido de impugnação já apresentado. "Esperamos da Comissão uma atitude rápida e digna na apreciação desse pedido, no sentido de que a moral do advogados de Bauru seja resgatada. Se não conseguirmos a impugnação, vamos partir contra o processo eleitoral", avisou.Alvarez também aproveitou para rebater a sutil indireta que Moraes Filho deu a respeito de uma festa realizada "para o aliciamento de votos". "Gostaria de esclarecer que organizamos, sim, uma confraternização, mas que foi totalmente paga por nós e não pela OAB. Já não podemos falar o mesmo sobre o candidato a vice da chapa deles (Odarcy Berdinanzi Ranieri), que pediu votos abertamente no encerramento do curso da Escola Superior de Advocacia", revidou.

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