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Simulação - O Corpo de Bombeiros de Bauru realizou, ontem, treinamento simulado de combate a vazamento em caminhão-tanque.

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O 12.º Grupamento de Incêndio de Bauru deverá completar o seu efetivo no próximo ano, quando os recrutas terminarão o treinamento. O anúncio foi feito ontem pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, coronel PM Wagner Ferrari, que visitou a cidade. De acordo com ele, o 12.º Grupamento está com uma defasagem de 27 homens. "O vago no efetivo será preenchido com o alistamento que houve. O pessoal já está em formação. Em abril do ano que vem os recrutas completam a primeira fase. Quatro meses depois, estarão assumindo a função", disse.O comandante veio a Bauru para uma visita de reconhecimento. "Estamos aqui cumprindo praticamente uma função de comando, uma visita de inspeção. Na realidade, é uma visita de reconhecimento, para o pessoal conhecer a gente e eu conhecer a tropa. Além de prestar contas destes 10 meses de comando", ressaltou.No encontro com oficiais e praças, o comandante falou sobre o efetivo, equipamentos, viaturas e dificuldades enfrentadas na rotina de trabalho dos bombeiros. Ferrari lembrou que sem a taxa de sinistro do município, os bombeiros amargam situações difíceis. "A manutenção das viaturas é difícil. O Estado mantém em Bauru duas viaturas importadas. Cada uma delas custa cerca de R$ 500 mil, porém quem faz a manutenção é o Município", frisou.A manutenção, na opinião do coronel, é o apoio da Prefeitura aos bombeiros. "O convênio é importantíssimo porque o Estado não consegue ter recursos suficientes para manutenção. Nós nos valemos da boa vontade do prefeito." Atendimento do ResgateA cidade de Bauru está com uma viatura do Resgate sem condições de uso. Das quatro viaturas destinadas ao atendimento emergencial, só três estão em condições de serem usadas, segundo o comandante interino do 12.º Grupamento de Incêndio de Bauru, major Maurício de Campos. Com uma viatura a menos, o Resgate está trabalhando com duas viaturas na cidade. "Uma delas fica para servir a região ou para substituir uma das viaturas que, por acaso, quebre. Esperamos que no próximo ano a Prefeitura libere uma verba para realizarmos o conserto da UR que está parada", espera.Segundo o coronel Ferrari, um levantamento atual do Corpo de Bombeiros constatou que 70% dos atendimentos feitos são de resgate. "Só 30% são outros serviços, como incêndio, salvamento, auxílio, etc." Em Bauru, a UR atende, em média, 12 ocorrências por dia. De acordo com ele, a cada ano a demanda cresce em 20%. "A cada ano há um aumento de 20% na demanda. O aumento não vem sendo acompanhado pelos recursos. O número de viaturas continua o mesmo. O Estado arca com as viaturas mais pesadas", disse.Simulação O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Wagner Ferrari, assistiu uma simulação de combate a vazamento em caminhão-tanque com 20 mil litros de combustível, promovido pelo 12º Grupamento, ao lado do prédio do Fórum. Na opinião do coronel, o treinamento visa desenvolver os vários serviços, tanto o de resgate como o de combate ao incêndio. "Avaliamos de que forma as técnicas específicas estão sendo usadas pelo bombeiro", disse.O major Maurício de Campos, comandante interino do 12.º Grupamento de Bombeiros em Bauru, explicou que o simulado é realizado semestralmente para treinar o efetivo. "Este simulado de vazamento conta com um motorista preso na cabine do caminhão, para treinar o resgate", disse. Segundo o major, durante o exercício são observados: modo de operação; tempo em que é realizado o trabalho; distanciamento das viaturas e os procedimentos adotados.

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