Uso do presente, não para repudiar, mas sim, esclarecer à população em geral, tendo em vista a matéria publicada neste conceituado veículo de comunicação, em data de 8 p.p., páginas nº 2, com o título: "Deixe o pichador; ele só quer pichar", tendo como autor B. Requena.Com certeza, e sem medo de errar, acredito que a grande totalidade dos habitantes de nossa cidade, e daquelas que nos circunvizinham, são assíduos leitores desse, e com convicção, detentor de infinita credibilidade.Inicialmente, dou-me o direito e até mesmo o dever de esclarecer que não foi nenhuma das autoridades policiais lotadas nesta delegacia especializada, que teria realizado a união entre o "delator" e o "delatado", mencionado naquelas linhas, e sem querer justificar a atitude desse ou daquele, pois todos são responsáveis por seus atos, e com certeza, cumpridores de seus deveres, com a máxima lisura possível, e por isso, não podemos correr o risco de generalizar as pessoas, e por fim, os profissionais que são.Vislumbrando por um lado mais poético da coisa, e somente em nossas mentes, é que poderemos viver em Passárgada, e o leitor menos avisado, concordará com a idéia do nobre escritor, que se dirigiu, não intencionalmente, pela ínfima gravidade do problema, que é a pichação, pois são adolescentes, na flor da idade, desabrochando para a vida, que querem apenas extravasar suas emoções, dando liberdade e asas aos seus sentimentos, mais puros e sinceros, que quer sim, quer não, são talvez, os mais belos de nossas vidas.Agora, olhando pelo prisma de que tudo tem um valor, e o preço de se viver em sociedade é que cada um deve respeitar o seu semelhante e seus bens, não só para ser respeitado, mas sim, para tornar-nos cidadãos civilizados e por fim, críticos, mas não a crítica pela crítica, mas a crítica por um bem viver.Não podermos deixar de fazer as ponderações necessárias, no sentido de começarmos a entender que o adolescente hoje infringe uma norma ou lei penal, seja de menor ou maior potencial ofensivo, mas que não deixa de ser uma norma ou uma lei, e não se vê responsabilizado por ela, e assim, acaba acreditando, como muitos acreditam, que isso tudo, não se passa de mais uma letra morta, o que na verdade, não corresponde com a realidade.Com isso, acreditamos que o maior inimigo da lei é a falta de fiscalização dela, mas com certeza, isso não pode ser aplicado em nossa cidade, principalmente no que concerne aos atos de polícia judiciária, que sempre foi implacável com os não-cumpridores da ordem e com o progresso, e sem arrogância alguma, podemos dizer que fazemos parte de uma instituição que deve ser considerada, paladinos da justiça. (Dr. José Jorge Cardia -Delegado de Polícia - Titular da DIG-Garra)
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