Ao longo do tempo, desde os primeiros automóveis produzidos no no mundo e, depois, no Brasil, a preocupação das montadoras com a segurança de condutores e passageiros tem aumentado consideravelmente. Hoje não são só as evoluções estéticas que contamAtualmente, existem máquinas com os mais avançados dispositivos de segurança, como freios com sistema ABS, blindagem e navegação por satélite, por exemplo. A questão é que esses veículos totalmente equipados em geral caros e não estão ao alcance da maioria. Ao longo da história da indústria automobilística, a segurança nos veículos evoluiu, por diversas vezes, em função de leis rigorosas implantadas pelos Estados Unidos. Vamos acompanhar um pouco dessa evolução e quando as inovações chegaram aos carros produzidos no Brasil.Freios a disco, tração integral e pneus sem câmara começaram a ser incorporados nos veículos a partir da década de 60. Em 1961, tração nas quatro rodas e freios antiblocantes foram reunidos pela primeira vez num carro, o Jensen FF, que se tornou um marco na evolução da tecnologia da segurança em veículos. Foram os primeiros veículos que não desgarravam para fora das pistas. Os freios a disco, foram inventados quase na mesma época que os carros, mas não funcionavam direito. Em 1955 eles voltaram aos carros na marca Jaguar. Em 1962 os Studebaker americanos já saíam de fábrica com freios a disco nas rodas dianteiras. No Brasil, em 1966, eram itens opcionais nos carros da linha DKW. Hoje, são equipamentos de série em qualquer véiculo produzido no país.Outra pequena grande evolução foi a chegada dos pneus sem câmara, desacreditados pelos primeiros motoristas, que levavam os carros zero kilômetro com pneus sem câmara da década de 70 nas borracharias mais próximas para recheá-los com a câmara. Já existentes nos Estados Unidos desde 1955, os pneus sem câmara chegaram ao Brasil em 1956 e se tornaram equipamento de série em 1968, na linha Opala.A deformação da parte dianteira em caso de choque foi uma conquista implantada no país com o lançamento do Dodge Dart da Chrysler, em 1970. Foi o primeiro carro brasileiro a ter a parte dianteira que se deformava progressivamente em caso de choque, absorvendo parte do impacto e diminuindo os riscos de ferimentos para os passageiros.O primeiro cinto de segurança foi patenteado em 1895, nos Estados Unidos. Só em 1958, porém, um carro começou a sair da fábrica equipado com os cintos abdominais, o Chevrolet Corvette. Nessa época surgiu o cinto de três pontos, preso na estrutura do carro e não no assento, utilizado pela primeira vez como equipamento de série nos modelos Volvo Amazon 1959. Em 1970, o cinto começou a aparecer em carros brasileiros, mas foi só em 1984 que o seu uso passou a ser obrigatório no país. Em 1989, com uma nova legislação, obrigando o uso nas estradas, sob pena de multa, é que o cinto, realmente, começou a ser utilizado. O uso nas cidades brasileiras começou a ser obrigatório a partir da década de 90.Os freios ABS (Anti-Lock Brake System), que hoje são itens opcionais de vários carros populares brasileiros chegaram ao país em 1988. Chamado também de Sistema de Freio Antiblocante, ele impede o travamento das rodas em situações de exigência extrema dos freios, evitando derrapagens.Em 28 milésimos de segundo o sistema é acionado e um saco de ar inflável sai de dentro do volante de um carro, amparando a cabeça do motorista contra choques contra o painel, a direção ou o pára-brisa. É o air bag, criado em 1951 e usado em grande escala desde a década de 80 nos Estados Unidos. Chegou ao Brasil com os primeiros carros importados no início da década de 90. Equipou um carro produzido no País a partir de 1996, com o lançamento do Fiat Tipo. Hoje, ele é equipamento de série em carros médios e de luxo e opcional em populares produzidos no País.A segurança segundo as leis de trânsitoO que falam as leis de trânsito do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sobre os itens de segurança que devem, obrigatoriamente, estar presentes nos carros mais modernos? Segundo os supervisores de trânsito da 4ª. Cia, da PM (4º. BPMI), sargento Sílvio e sargento Rodrigues, os itens de segurança obrigatórios no veículo de acordo com o CTB, no caso de uma fiscalização realizada pela polícia militar, são pneus em bom estado de conservação, limpador de pára-brisas, extintor, cinto de segurança, o capacete no caso de motocicleta, espelhos retrovisores externos e internos, o sistema de iluminação com luz branca e amarela no farol dianteiro e pára-choques.Quanto ao cinto de segurança, os veículos de passeio fabricados a partir de 1.º de janeiro de 1999, obrigatoriamente, devem sair de fábrica com quatro cintos três pontos e o do meio, na parte traseira, abdominal. A norma prevê que alguns veículos permaneçam com o cinto abdominal (os fabricados antes de 1999, tais como os antigos Chevette e Corcel). Air bagQuanto ao sistema de air bag, tanto frontais como laterais, o não há nenhuma menção no CTB que obrigue que sejam fabricados como itens de série de carros populares, médios e executivos, vendidos no Brasil. Algumas montadoras oferecem o dispositivo em carros médios, ou em populares, como opcionais, o que aumenta consideravelmente o preço do veículo.A revista da Abramet já publicou casos de veículos com air bag que causaram a morte de pessoas em função do dispositivo ter disparado inadequadamente. "Nós somos favoráveis a existência do dispositivo nos veículos como item de série embora o preço aumente um pouco e não seja acessível para grande parte da população", afirma o sargento Sílvio.Encosto de cabeçaO CTB não obriga que os carros produzidos no Brasil tenham encosto de cabeça apesar de estar provado, através de pesquisas, que eles podem até mesmo salvar vidas, dependendo da intensidade do impacto em acidentes. As montadoras, por conta própria incorporaram este acessório ao seus modelos a partir da década de 70. Mas não basta que um carro tenha encostos para cabeça. É preciso que eles estejam na posição adequada para não descerem na hora do impacto. Modelos que tem o encosto já incorporado à estrutura do banco são os melhores. Se o encosto for regulável, é necessário deixá-lo na posição correta: o topo deverá estar colocado em uma linha imaginária, um pouco acima dos olhos.
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