Com o fim da greve, o movimento no Banespa foi intenso durante o dia de ontem. No entanto, não foram registrados tumultos, nem incidentes em nenhuma das três agências da instituição na cidade, conforme destacou o gerente regional do banco, José Aparecido Bordão Alves. "Nós montamos um esquema especial de atendimento, colocando todos os 300 funcionários em operação, visando garantir um atendimento mais tranqüilo para os clientes", disse. O movimento no banco só deverá ser normalizado terça-feira.A greve do Banespa durou 10 dias e terminou na última quinta-feira, depois que representantes dos funcionários fecharam um acordo com a diretoria, tendo como mediador o presidente do Supremo Tribunal do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto.O gerente regional disse que os clientes ainda tinham muitas dúvidas ontem em relação aos dias em que ficaram sem poder movimentar sua conta de forma regularizada. "O cliente não será punido de maneira nenhuma pelos transtornos ocorridos no período em que a instituição permaneceu em greve", salientou.O Banespa prorrogou para terça-feira, dia 14, o vencimento de todas as parcelas referentes a operações financeiras que tinham quitação prevista no período da paralisação. A gerência do banco vai analisar caso a caso os problemas ocorridos com os clientes, principalmente as contas que ficaram inadimplentes devido ao problema com depósitos.Alves explicou que os serviços mais prejudicados com a greve foram as aplicações financeiras e os empréstimos. Ele disse ainda que, em relação aos funcionários, o acordo fechado em São Paulo não prevê punição nem retalhação aos que permaneceram em greve durante esses 10 dias.Quanto à falta de dinheiro nos caixas eletrônicos da rede 24 horas (quiosques vermelhos), Alves esclareceu mais uma vez que eles ocorreram devido à sobrecarga de saques nesses terminais, que não foram devidamente abastecidos pela TecBan, empresa responsável pela administração dos convênios. A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da empresa em um comunicado enviado ao Jornal da Cidade.RepúdioO Sindicato dos Bancários de Bauru e Região divulgou uma nota de repúdio contra o acordo fechado entre representantes da categoria e a diretoria do banco, na última quinta-feira.De acordo com o texto, "a proposta formalizada no TST é péssima e a greve deveria continuar". No entanto, a entidade preferiu adotar a mesma postura dos demais banespianos, pondo fim ao movimento grevista na cidade.A opinião dos bancários de Bauru e região foi formulada em assembléia realizada na noite de quinta-feira, na sede do Sindicato bauruense.A nota destaca que, apesar de garantir a manutenção do acordo coletivo de trabalho, com repasse dos índices econômicos da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e garantir a não punição dos grevistas, a decisão não contemplou a principal reivindicação da categoria, ou seja, a estabilidade de um ano no emprego.A diretoria local do sindicato disse que a greve estava muito fortalecida e que os representantes dos banespianos de São Paulo deveriam ter dado continuidade ao movimento até que essa reivindicação fosse atendida.Os banespianos de Bauru acreditam que a paralisação também estava servindo para denunciar o problemático processo de privatização da instituição.Segundo decisão tomada na assembléia de quinta-feira, os bancários voltarão à greve imediatamente, caso haja alguma demissão de funcionários.
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