O vereador Luiz Carlos Valle (PDT) registrou ontem requerimento dirigido à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no qual pede providências a respeito da pane telefônica registrada no último dia 8, a qual atingiu 30 mil telefones em Bauru.No documento, Valle comenta que a pane instalou o "caos" na cidade, resultante da impossibilidade de utilização das linhas telefônicas. O problema, diz, trouxe prejuízos a empresários e impediu o trabalho de equipes médicas e policiais."As equipes de hospitais ficaram de mãos atadas, pois nem os médicos puderam comunicar-se em situações de emergências. Famílias só muito tarde tomaram conhecimento de altas, óbitos, acidentes. A Polícia Militar não foi poupada - deixou de atender ocorrências, propiciando o desespero da população necessitada", relata.O vereador, no documento, reclama ainda do conteúdo do comunicado sobre a pane feito pela Telefonica à população, que define como "superficial" e insuficiente para resolver problemas. De acordo com a empresa, a paralisação nas transmissões de 30 mil terminais foi causada por uma sobrecarga nas estações operadoras devido à alta densidade do tráfego.Segundo o vereador, o problema se torna mais polêmico em razão das inúmeras reclamações feitas pelos usuários bauruenses em relação aos serviços prestados pela Telefonica. Como exemplo, Valle cita a demora na prestação da assistência técnica e a cobrança indevida. "Os brasileiros e, em especial, os bauruenses não podem continuar recebendo um serviço de má qualidade se comparado ao que antes era prestado pelas empresas públicas a um preço até inferior", afirma.Além do requerimento, Valle utilizou a tribuna, durante a sessão de ontem da Câmara Municipal, para reclamar dos serviços prestados pela Telefonica. "É preciso que a empresa cumpra o seu papel, não podemos ficar dependendo de software. Que modelo de privatização é essa? A Telefonica deve esclarecimentos à altura da população de Bauru, sem que estes sejam respostas simplistas ou lacônicas", cobrou.Paulo Madureira (PPB) também questionou a qualidade do serviço realizado pela empresa de telefonia. "Não podemos ficar recorrendo mais a um 0800 que nada tem a ver com a nossa cidade", criticou.Outro vereador a utilizar o apagão telefônico como mote do discurso foi Roberto Bueno (PTB), que estendeu a crítica ao sistema de privatização adotado pelos governos estadual e federal. "Tudo isso é um grande engodo", comentou.
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