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Oposição

Redação
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O vereador Toninho Garmes (PSDB) afirmou ontem, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal, que manterá a oposição ao governo de Nilson Costa (PPS). Com a afirmação, o parlamentar se posiciona contrariamente ao seu próprio partido, cujo diretório municipal anunciou no último sábado que fará um "apoio crítico" à Administração.Garmes iniciou o discurso dizendo que se orgulha de fazer parte de um partido democrático. "O PSDB tem até quatro tendências internas, o que considero normal. A unanimidade é perigosa e é através das divergências que podemos caminhar e chegar à convergência", argumentou.Questionado por Catarina Carvalho (PSDB) a respeito da autoria do termo "apoio crítico", Garmes afirmou que este não era da sua lavra. "Diria oposição crítica, não apoio", emendou. O tucano afirmou que entende a expressão como mais uma chavão e que esta não quer dizer "muita coisa"."O termo pouco importa, mas sim as circunstâncias. Não irei abdicar da fiscalização, que foi o caminho que escolhi. Jamais seria subserviente a quem quer que seja. Não sei os rumos do partido, sou apenas uma célula, mas jamais vou deixar de fechar minha boca para opinar", garantiu.A questão do "apoio crítico" também foi comentada pelo tucano Edmundo Albuquerque. O vereador lembrou que não costuma falar de questões internas na tribuna, mas que abriria uma exceção em função da maneira irônica como a vereadora Catarina Carvalho havia se referido à questão. A pefelista justificou-se dizendo que apenas havia feito uma pergunta."Se o termo é novo, isso mostra que o partido está atento à renovação. As urnas mostraram que o povo quer isso e que o político deve estar atento aos anseios da população. Além disso, já vi gente que era da oposição virar situação e vice-versa", rebateu.Albuquerque explicou que com "apoio crítico" o partido apoiará o que é melhor para a cidade, sem que em nenhum momento os vereadores abram mão de seu papel fiscalizador. "Não iremos perder nossa autonomia, mas no momento atual da cidade, depois de tudo que Bauru passou, todos os políticos têm a obrigação de dar apoio ao novo governo", disse.O vereador concluiu aconselhando que outros partidos políticos se unam em prol do que é "melhor para a cidade". "Esta é uma posição correta e a qual espero manter para o bem do Município", finalizou

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