Geral

Guardador de carro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O guardador de carros Hamilton Costa Ribeiro, 23 anos, morador no Jardim Vânia Maria, foi espancado na madrugada de anteontem na quadra 25 da avenida Nações Unidas. A suspeita é de que ele foi agredido por pessoas que tiveram seus veículos arrombados.Ribeiro foi conduzido ao Pronto-Socorro Central, onde ficou internado, com escoriações por todo o corpo. Após o guardador de carro ter sido agredido, a Polícia Militar conduziu ao Plantão da Delegacia Seccional Luiz Gustavo dos Santos, 19 anos, morador na Bela Vista, que teve seu carro arrombado e do interior furtado o toca-fitas.O veículo estava estacionado no local onde ocorreu o espancamento. Santos disse à polícia que, quando chegou ao local, Ribeiro se propôs a olhar o veículo, cobrando para isso uma taxa. Ao retornar, ele descobriu que o seu veículo, o Voyage placas CEG 2452, de Bauru, havia sido arrombado e o toca-fitas, furtado.Ainda de acordo com Santos, quando ele questionava o guardador de carros, surgiram outros quatro rapazes desconhecidas, que também estavam com veículos sob os cuidados de Ribeiro. Os rapazes, segundo Santos, passaram a agredir o guardador de carros. Ele disse acreditar que aqueles rapazes também tiveram seus veículos arrombados.Santos ainda disse que, sem poder evitar a agressão, deixou o local. O caso de lesão corporal será investigado pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Conforme matéria publicada no JC há alguns meses, a ação indiscriminada dos guardadores de carro está preocupando a população, comerciantes e, inclusive, a polícia.Na época, o assunto foi discutido pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Regiões Sul e Centro, que propôs a regulamentação da atividade de guardador de carros, para que pudesse ser melhor fiscalizada. Nas reuniões do Conseg foi argumentado que os motoristas, muitas vezes, se sentem "acuado" e têm que pagar o valor pedido pelo guardador sob risco de ter o seu veículo danificado. Formar cooperativas de trabalho, através das quais comerciantes possam contratar os guardadores, seria o "embrião" da idéia. Os menores teriam de ser incluídos em programas de atendimento, ficando fora dessas organizações. No entanto, até agora nada foi feito de prático. O novo delegado-titular do 3.º Distrito Policial, Marcelo Haddad, disse que a atuação indiscriminada dos guardadores de carro preocupa. Ele afirmou que vai encontrar uma forma de controlar quais pessoas atuam na atividade e em quais áreas. Com isso, Haddad quer garantir aos donos dos veículos que porventura sofram danos que saibam quem era o responsável por aquela área. O cadastramento dos guardadores de carro deve começar ainda neste mês.

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