Carros antigos e com peças originais estiveram sempre na mira do juiz federal Heraldo Garcia Vitta, que atualmente possui um Fusca, ano 64, que passou por apenas dois donos antes dele. O último ficou com o carro por 18 anosO juiz da 2ª. vara da Justiça Federal, Heraldo Garcia Vitta sempre gostou de carros antigos. E para adquiri-los, nunca poupou esforços para encontrar o modelo preferido com todas as peças originais do ano de fabricação. Essa história começou quando ele tirou a carteira de habilitação, com 18 anos, época em que adquiriu um Fusca, ano 62, que utilizava para a locomoção ao trabalho e à escola. Foi nessa época que aconteceu uma pequena tragédia. Deixou o carro numa oficina mecânica, na qual um dos mecânicos se apossou de seu Fusca e saiu embriagado, campotando o veículo. "Só sobrou a carcaça dele. Eu fui falar com o dono da oficina e descobri que o mecânico tinha passagens pela polícia e era uma pessoa perigosa. Eu acabei por abrir mão do ressarcimento do valor do veículo em função disso", conta o juiz.Após o trágico episódio, Heraldo teve vários Gols, um Escort e uma Caravan que era o carro preferido dele em função do conforto. Na ocasião, já casado e com dois filhos, fazia viagens longas com a família a bordo da Caravan, modelo que parou de ser fabricado. "Nós íamos a passeio para Brasília e Mato-Grosso e eu me lembro que o veículo era muito confortável e tinha ar-condicionado", comenta. A paixão pelos antigos continuou com a compra do Opala, ano 82, também com todas as peças originais, adquirido na cidade de Botucatu, na época que exercia o cargo de promotor na cidade. "Este carro foi um 'xodozinho' meu, mas começou a apresentar problemas. Como as peças eram encontradas apenas em São Paulo, eu resolvi vender o carro, o que aconteceu com muita facilidade", afirma.Atualmente, possui um Fusca, ano 64, todo original e que passou por apenas dois donos antes dele. O último dono ficou com o carro por mais de 18 anos. Possui também uma Parati que é o carro que mais utiliza no trabalho e em viagens com a família e um Corsa, ano 98, que é mais utilizado pela esposa. Com mestrado em fase de finalização pela Pontíficia Universidade Católica (PUC) de São Paulo na área de direito administrativo, Heraldo faz viagens esporádicas à Capital, com sua Parati, para a orientação da redação da tese, que tem previsão de defesa no final de 2001. Ruas de Bauru - Péssimo. É péssimo o asfaltamento da cidade. É o único defeito de Bauru. É uma cidade limpa mas o asfalto deixa muito a desejar. Na saída de Bauru, na Nações Unidas, é horrível. As vezes eu venho para o trabalho (Justiça Federal) com o meu Fusca em função dos buracos.Um dia no trânsito - Como eu morei em Curitiba e São Paulo, o trânsito de Bauru é um paraíso. As pessoas dirigem relativamente bem. De modo geral os motoristas são tranqüilos e a cidade é muito bem sinalizada, com semáforos todos bem sincronizados. Carro dos sonhos - Carro dos sonhos, hoje, não é bem o meu ideal. Mas seria um importado em função do conforto e segurança.Carro para o dia-a-dia - É esse mesmo que eu tenho (a Parati). É um pouco grande para os padrões de Bauru, mas resolve os meus problemas. Não dá para viajar com - Gente chata. Que só fica contando problemas sem que consiga resolvê-los.Recado - Os condutores de moto estão abusando um pouco no trânsito. Nesta semana, eu estava com dirigindo o Fusca numa subida, e tinha uma moto atrás que tentava ultrapassar pela direita. Como eu estava trafegando pela direita, se eu não estivesse atento, poderia ter originado um acidente.
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