Geral

Recall

André Tomazela
| Tempo de leitura: 8 min

Onda de recalls mostra a disputa das montadoras pelo melhor atendimento de pós venda. A GM anunciou o recall do Corsa em outubro e já atendeu 144 mil. A Fiat convocou 320 mil veículos da família Palio, a partir de 6 de novembro, em função de um "crash test", realizado por uma revista especializadaNo dia 16 de outubro, a GM convocou 1.060.110 donos de Corsa para instalar um kit que pode impedir a soltura da placa onde o fecho do cinto é fixado. O problema afeta os carros fabricados até 1999. Quando houve o anúncio, a GM já conhecia 25 acidentes nos quais acredita-se ter havido fadiga do material da peça em dois deles com morte. O primeiro foi em abril de 1999, dezoito meses antes do recall. Segundo a GM, a demora se deve ao processo de investigação e ao desenvolvimento e produção dos kits. "Chegamos à solução ao analisar, com um microscópio, a peça de veículos com alta quilometragem", diz Carlos Buechler, engenheiro-chefe da GM. O recall também vale para os 2.667 brasileiros donos de Tigra, cupê construído sobre a plataforma do Corsa. O Tigra é feito na Europa, mas, a exemplo de todos os Corsa do mundo, usa uma base de fixação dos bancos alemã. A regulagem para as esburacadas ruas brasileiras, que faz a suspensão transmitir mais força aos componentes do banco, seria uma das causas do desgaste na placa do cinto. Nos exames feitos pela GM em modelos europeus, nada foi constatado, mas sabe-se que a empresa está de sobreaviso caso problema semelhante surja em qualquer dos oitenta países onde o Corsa é vendido. Até o último balanço realizado pela GM, divulgado em 30 de outubro, já haviam passado pelas concessionárias da marca, 144 mil Corsas. De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, o número revela que o recall está atendendo a toda a expectativa. "O importante é que o recall está sendo cumprido a risca, de acordo com o cronograma que a empresa estabeleceu. A cada dia tem muita gente procurando as concessionárias e fazendo a troca da peça do cinto de segurança", afirma o assessor de comunicação da GM, Carlos Augusto de Souza. Em Bauru, na Martins Veículos, já passaram pelo recall cerca de 800 clientes. De acordo com o gerente de serviços da Martins, Sandro Sidêncio, o recall é um acontecimento moderno na indústria automobilística. "Os clientes estão percebendo que, com os recalls, as montadoras estão assumindo uma maior responsabilidade com relação à segurança dos compradores de seus veículos", afirma. O diferencial, hoje, entre as montadoras, está no atendimento de pós venda, uma vez que a tendência é que os veículos de marcas diferentes fiquem cada vez mais parecidos em termos de motorização, injeção e segurança. Começa recall do Palio As 400 concessionárias da Fiat no Brasil iniciaram no dia 6 de novembro a reparação no cinto de segurança de 320.000 Palio, fabricados a partir de maio de 1998. O recall foi provocado pelo resultado do "crash test" realizado pela revista Quatro-Rodas. No teste, que também avaliou o nível de segurança dos modelos Corsa, Fiesta e Gol, a base do cinto do passageiro do Palio se rompeu. Segundo a montadora, a origem do problema está na redução de 7 milímetros no espaçamento entre a haste do fecho do cinto e a base do banco. Isso levaria a um esforço extra sobre a peça. A correção do problema leva apenas 10 minutos. Segundo o gerente de pós-venda da Meta Veículos (Fiat), Aldo Deienno Júnior, a convocação dos proprietários dos veículos da família Palio não configura um recall, mas trata-se de uma ação preventiva. O recall se faz quando uma peça apresenta um defeito em série. No caso do Palio, a convocação se deu em função do "crash test" realizado pela revista, que se utilizou de padrões americanos. A família Palio não apresentaria, segundo Deienno, o mesmo defeito se, no teste, fossem adotados padrões europeus. Mediante os resultados, a Fiat, mesmo não tendo constatado o defeito, achou melhor fazer a convocação preventiva.Em, Bauru, a concessionária da Fiat, Meta Veículos, está recebendo de dois a três clientes por dia, movimento considerado normal pelo gerente de pós venda. "Desde a convocação, nós atendemos cerca de 40 clientes", afirma. Os proprietários dos veículos da família Palio (Palio, Weekend, Siena e Strada) fabricados a partir de 1998, tem até março de 2001 para fazer a adaptação na peça do cinto.Leia na íntegra comunicado da FiatVisando reiterar seu profundo respeito a seus consumidores e seu compromisso de comercializar e garantir produtos da mais elevada qualidade e confiabilidade, a Fiat Automóveis vem a público prestar esclarecimentos sobre o teste realizado em setembro por uma revista especializada brasileira, que evidenciou eventual falha na base do cinto de segurança do modelo Palio EX 1.0:1 - A Fiat reafirma que seus modelos da família Palio estão em total conformidade com as rígidas normas de segurança européia e brasileira.2 - Não existe registro de qualquer falha de mesma natureza ocorrida nos veículos da família Palio em circulação.3 - O teste da revista foi realizado com base em norma técnica não contemplada na homologação de produtos comercializados no Brasil e na Europa.Após devidas análises do referido teste, e com objetivo de tranqüilizar os proprietários dos veículos Palio, a Fiat Automóveis, mesmo dentro dos mais rígidos padrões europeus de segurança e não ter registro de qualquer problema com seus clientes, tomou por bem realizar uma ação preventiva adicionando um espaçador na base do cinto, visando com isso melhorar ainda mais o desempenho do sitema.Esta ação assistencial se aplicará exclusivamente ao veículos Palio 1.0, Siena 1.0, Palio Weekend 1.0 e Pick-up Strada, produzidos a partir de maio de 1998, excetuando todos os modelos da nova família Palio, em um total de 320 mil veículos.Assim sendo, a Fiat Automóveis convida seus clientes para efetuarem gratuitamente a intervenção em seus veículos, através de sua rede de concessionárias em todo o território Nacional, a partir do dia 6 de novembro de 2000, por um período inicial de 180 dias.Para maiores esclarescimentos de seus clientes, a Fiat coloca a disposição sua Central de Relacionamento Fiat, através do telefone 0800 99 1000, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas.Tudo sobre recallO que é recall?O recall é um "chamado de volta" do veículo à fábrica para reparação de defeitos, principalmente aqueles que envolvem itens de segurança.Por que eles são feitos?Geralmente as montadoras fazem esse tipo de convocação quando detectam algum problema - como erro de projeto ou defeito de fabricação em componentes ou ainda falha na montagem do veículo-, que coloque em risco o automóvel ou seus ocupantes.Como eles são feitos?O recall costuma ser feito por meio de anúncios públicos (em rádios, TVs, jornais ou revistas) de forma a alertar aos clientes sobre a ocorrência. Em alguns casos, esses chamados são feitos por correspondência enviada diretamente aos proprietários dos veículos.Quais são os tipos de recall?Existem basicamente três tipos de recall. O mais simples deles, não chega a ser uma convocação: a fábrica aciona as revendas da rede, que fazem os reparos solicitados sem conhecimento do proprietário. Em geral a troca de peças ocorre quando o veículo é deixado na revenda para executar algum conserto em garantia. Outra forma de recall é quando o proprietário é convocado diretamente por correspondência. E, por fim, o recall público, quando o assunto envolve componentes de segurança do veículo.Como saber se o veículo está incluído na convocação?Nessas convocações são fornecidos o modelo e ano do carro, assim como a série de produção dos veículos sujeitos a defeitos, identificada pela numeração do chassi. Veja se o seu veículo figura entre os números de início e final dessas séries.O que o dono do carro deve fazer?Uma vez comunicado ou ciente da convocação, o dono do carro deve sedirigir o mais rápido possível a uma concessionária da marca para efetuaruma inspeção ou reparo no veículo. Antes, ele deve ligar para a revendamais próxima de sua região e ver a necessidade de agendar o conserto.O proprietário tem que pagar pelos serviços?O conserto pode ser feito em qualquer revenda da marca, sem ônus para os clientes. Mão-de-obra e peças são fornecidos gratuitamente pela concessionária. Qual é prazo para atendimento?Em geral, as fábricas de automóveis dão um prazo máximo de até seis meses para os proprietários realizarem os reparos em seus veículos, após a comunicação oficial do defeito. Em alguns casos, esses prazos podem ser prorrogados.Todos os proprietários são atendidos? Apesar de o recall ser feito publicamente, nem todos os proprietários levam seus carros às revendas para ser reparados pela rede de serviços autorizados.Quem ainda não fez o recall, como deve proceder? Os proprietários que não tenham feito os reparos necessários devem entrar em contato com as centrais de atendimento de fabricantes ou importadores e se informar sobre como proceder ou agendar o serviço.fonte: site CarsaleTodas as convocações deste anoChevroletModelo: Linha CorsaAno: de 94 a 99Reparo: Fixação do cinto de segurança dianteiroModelo: Astra GL e GLSAno: 99Reparo: Junta da coluna de direçãoModelo: Picape S10 e BlazerAno: 99Reparo: Coluna de direção Modelo: CorsaAno: 2000Reparo: Troca da caixa de direçãoFiatModelo: Linhas Palio 1.0 (hatch, Siena, Weekend) e StradaAnos: De maio de 98 a setembro de 2000Reparo: Reforço da fixação do cinto de segurançaChryslerModelo: Caravan e Grand CaravanAnos: 93, 94 e 95Reparo: Fiação do acionamento do air bagModelo: StratusAno: 98 e 99Reparo: Ajuste da posição do tubo do freio traseiro, do lado direitoRenaultModelo: TwingoAnos: 98 a 2000Reparo: Acionamento do air bagVolkswagenModelos: Golf e Audi A3Ano: 2000 (fabricação nacional)Reparo: Troca do braço da suspensão dianteiraModelo: Linhas Gol 2p (Special e Geração 3) e SantanaAnos: 99 e 2000Reparo: Troca de trincos da portaModelo: Linha Gol (Geração 3)Anos: 99 e 2000Reparo: Troca dos sincronizadores do câmbio

Comentários

Comentários