A Convenção Coletiva de Trabalho dos comerciários foi assinada na noite de segunda-feira e é válida para Bauru e mais 36 cidades do Interior do Estado de São Paulo. O percentual de reajuste salarial para os trabalhadores da categoria foi fixado em 7,5% sobre os salários e pisos. O acordo é válido por dois anos. Isso significa que, em 2001, somente o novo reajuste terá que ser renegociado. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (SinComércio), Walace Garroux Sampaio, o reajuste negociado, que ficou acima da inflação do período - que foi de 6,2% (índice divulgado pelo IPC da Fipe) -, foi possível em função da ampliação de um benefício às pequenas empresas, que vem sendo negociado desde o ano passado. Trata-se da ampliação da admissão de funcionários para ocupar o cargo de auxiliar do comércio, que tem um piso salarial diferenciado. Esse cargo de auxiliar do comércio é destinado a pessoas com pouca experiência que irão desenvolver, basicamente, serviços gerais. Essa função era permitida somente para as empresas com máximo de cinco funcionários, que podiam ter três empregados registrados como auxiliares. Neste ano, conseguimos ampliar isso. Agora, empresas que têm de seis a dez empregados, poderão ter até quatro enquadrados na categoria de auxiliar do comércio, explica Sampaio. De acordo com ele, atualmente, o piso salarial convencional em uma empresa do comércio é de R$ 346,00. O piso para a função de auxiliar é de R$ 240,00 (ver tabela em anexo). Esse piso menor funciona como um indutor a novas contratações e à ampliação do mercado de trabalho, observa o presidente do SinComércio.Outra grande novidade do acordo firmado segunda-feira é a antecipação da data base dos comerciários, fixada em novembro. Segundo Sampaio, a partir de 2001 a data base da categoria passará para 1º de outubro. O presidente do SinComércio diz que essa é uma reivindicação antiga e é válida para todo o Interior do Estado de São Paulo. Na Capital paulista, onde a base é o mês de dezembro, esse item ainda está em discussão, segundo Sampaio. Porém, ele já adianta que a tendência é de que haja uma unificação em todo o Estado a partir do próximo ano. De acordo com Walace Sampaio, em Bauru existem, atualmente, cerca de 15 mil a 16 mil comerciários.
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