A Prata Cargas trouxe ontem, do Porto de Santos (SP) até Bauru, gratuitamente, cerca de 13 toneladas de roupas doadas pela Receita Federal ao Consórcio Intermunicipal da Promoção Social (Cips) de Bauru. A entidade, que passa por dificuldades financeiras, em breve vai fazer um bazar para vender as roupas - novas e usadas. O caminhão foi cedido à entidade pela Prata Cargas para viabilizar a conquista das peças. O Grupo Prata, presidido pelo empresário Alcides Franciscato, colabora com o Cips desde o início das atividades dessa entidade de promoção social de Bauru. O diretor da Prata Cargas, Alcides Franciscato Júnior, destaca que a empresa cumpre, desta e de outras formas, permanentemente, seu papel social na comunidade onde está inserida.Reunião defineA expectativa do presidente do Cips, Roberto Previdello, é que o bazar renda à entidade cerca de R$ 15 mil. Hoje, a diretoria do Cips e o Lions vão reunir-se para decidir o preço, a data do bazar, e local onde as roupas serão vendidas. Essa doação e o apoio que a Prata Cargas nos deu chegaram em boa hora. Vamos fazer o bazar o quanto antes, adiantou Previdello.O último bazar realizado pelo Cips vendeu brinquedos que haviam sido apreendidos pela Receita Federal. A entidade conseguiu cerca de R$ 8 mil com o bazar, dinheiro que ajudou a manter os cursos oferecidos aos meninos. Atualmente, o Cips atende 300 menores entre 14 e 16 anos, oferecendo vários cursos: de informática, estamparia, embalagem, marcenaria e silk-screen.As peças de roupas foram entregues ao Cips por um caminhão-baú da Prata Cargas, especialmente enviado a Santos para fazer o transporte. As roupas, empacotadas em fardos, estão avaliadas pela Receita Federal em cerca de R$ 15 mil. A doação inclui mil peças de roupas para bebês, 50 unidades de blazer feminino, 50 dúzias de calças e jardineiras masculinas, 500 pares de meia de fibra sintética e 12 mil quilos de roupas usadas.Aos 90 anos, sendo 40 trabalhando em prol do Cips, Roberto Previdello ressaltou que por falta de verbas a fila de meninos esperando vaga na entidade é longa - tem cerca de 300 nomes. O Cips foi fundado em 1960 por Previdello e Alcides Franciscato, que desde então colabora com a entidade através do Grupo Prata.Durante o descarregamento das roupas, ontem, o presidente do Cips lembrou que nos primeiros anos da entidade os meninos atendidos eram conhecidos por reco-recos. A eles era atribuído esse nome em função do barulho da enxada nos paralelepípedos das ruas da cidade, no trabalho de capinação da grama.Previdello relembrou que o Cips passou por uma fase muito difícil quando, por causa da legislação trabalhista, teve que deixar de fazer o encaminhamento dos menores para o trabalho. Hoje, a entidade funciona como escola, para formação de meninos carentes para que, mais tarde, possam ingressar no mercado de trabalho.
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