Geral

Acordo coletivo

Patrícia Zamboni
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O acordo coletivo dos comerciários, fechado na segunda-feira, válido para os trabalhadores de Bauru e de mais 36 cidades do Interior do Estado de São Paulo, foi considerado positivo pela categoria. A afirmação é do assessor de Comunicação do Sindicato dos Comerciários de Bauru, Edson Quintiliano Júnior. De acordo com ele, a campanha salarial 2000 foi desenvolvida com muita tranqüilidade e racionalidade, o que teria sido fundamental para que a avaliação dos resultados obtidos fosse otimista, na medida do possível. A categoria conseguiu, entre outras conquistas, um reajuste salarial de 7,5%. Em função dos reajustes obtidos por outros sindicatos que também fecharam acordo no segundo semestre, que giraram em torno de 7%, o dos comerciários foi positivo e está dentro da média. A campanha salarial foi, desde o início, baseada na realidade atual. Ou seja, ninguém estava sonhando com reajustes enormes. A manutenção das cláusulas sociais e de garantias do acordo também foi um ponto muito importante e comemorado pelos comerciários, diz o assessor. Entre os destaques da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria estão a estabilidade no emprego, para as mulheres, de até 75 dias após o término da licença-maternidade; aviso prévio especial de 45 dias para funcionários com mais de 45 anos de idade que estejam há cinco anos na empresa e a estabilidade de dois anos para empregados que já contribuam com o INSS há 28 anos. Conseguir manter as cláusulas sociais já constantes no acordo foi uma grande vitória dos trabalhadores, observa Quintiliano Júnior. A partir de 2001, a data base da categoria, que atualmente é em novembro, passará para 1.º de outubro em todo o Interior do Estado de São Paulo, conforme foi divulgado na edição de ontem do JC.

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