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Solenidades são marcadas por manifestos

Redação
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Manifestações estudantis marcaram, ontem, as visitas dos reitores eleito e cessante da Unesp, Antonio Manoel dos Santos Silva e José Carlos Souza Trindade, respectivamente, ao câmpus de Bauru, para participar de duas solenidades oficiais na unidade.A primeira manifestação, silenciosa, aconteceu durante a inauguração do prédio da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e foi realizada por estudantes do curso de Relações Públicas.Os alunos protestaram contra a não inclusão de laboratório específico para o curso de Relações Públicas no novo prédio. Entre os cursos de Comunicação, nossa habilitação foi a única a não ser contemplada no novo prédio, informou Wagner Palazzi Perez, secundanista do curso.Vestidos de preto e portando um nariz de palhaço, Wagner e os demais estudantes de Relações Públicos levaram cartazes para protestar contra o que chamaram de discriminação e desigualdade entre as habilitações.Desde que o curso foi criado, há 12 anos, sofremos com o descaso. Nossas reivindicações não têm caráter pessoal, mas são respaldadas por exigências do MEC. O que estamos fazendo é relembrar a questão, que é uma promessa antiga de seguidas diretorias da faculdade, disse Raquel Caratti, também secundanista de Relações Públicas.De acordo com exigências do MEC, para funcionar, o curso deve ter laboratório equipado com computadores, impressoras, retroprojetor, videocassete, televisão, gravador, máquina fotográfica com flash e microfones, além de infra-estrutura adequada para ser usado como escritório de aulas práticas.Cleide Biancardi, ex-diretora da Faac e em cuja gestão o prédio foi construído, explicou que o laboratório de Relações Públicas será montado durante as férias escolares, próximo ao Departamento de Comunicação.O laboratório está com o projeto pronto e vai ficar em local adequado. O mobiliário está até comprado, é que não houve tempo e no prédio, de fato, não caberiam todos os laboratórios da Faac, caso dos relativos ao curso de Artes, que também não estão lá, comentou Cleide.A ex-diretora garantiu, com base no projeto, que o prédio da Faac tentou privilegiar os laboratórios que atendem o maior número de pessoas. Não há nenhum menosprezo pelo curso de Relações Públicas, muito pelo contrário, e eu espero que os alunos entendam isso. O próximo diretor e vice-diretora sabem disso e darão o mesmo tratamento que todos estudantes devem ter, salientou.PressãoA segunda manifestação estudantil foi realizada durante a solenidade de posse da nova diretoria da Faac. Alunos de vários cursos da Unesp ocuparam pacificamente a sala onde era promovida a cerimônia com faixas e cartazes pedindo a construção de um restaurante universitário e de um ambulatório no câmpus de Bauru.A maioria dos universitários sentou em frente à mesa onde estavam o reitor Antonio Manoel dos Santos Silva e os diretores e vice-diretores cessantes e empossados da Faac. Depois de negociações por meio de bilhetes e ao pé de ouvido com Loriza Lacerda de Almeida, vice-diretora empossada da faculdade, os estudantes conseguiram espaço para usar o microfone e ler manifesto sobre o RU e o ambulatório.No documento, os alunos salientaram que essas construções garantem a efetivação da Unesp como universidade pública, gratuita e de qualidade. Urge o comprometimento com toda a comunidade universitária e não só com aqueles que podem pagar, salientou o texto.Em seguida, o documento foi encaminhado para que os reitores eleito e cessante o assinassem, assim como os demais representantes de faculdades e unidades da Unesp. Nesse instante, Antonio Manoel dos Santos Silva se comprometeu a encaminhá-lo ao Conselho Universitário, que terá reunião no dia 14 de dezembro, mas afirmou que não iria assiná-lo.Não assino discurso dos outros. Essa obrigação é uma atitude fascista, respondeu. A resposta gerou mal-estar entre universitários presentes. Um deles, apontando para o reitor, retrucou chamando-o de fascista.De dedo em riste, convocou o reitor a conversar de igual para igual. Desce daí e vem aqui conversar. Vocês nunca dão tempo para os estudantes. Não tem RU e as pessoas não têm dinheiro para comer. Não tem ambulatório. Você (reitor) matou um estudante, disse o universitário, referindo-se à morte de Flávio Polaquini, aluno do curso de jornalismo, por falta de atendimento no Pronto-Socorro Central.O mal-estar foi minimizado com uma nova concessão aos estudantes para utilizarem o microfone. O clima da cerimônia, no entanto, transcorreu até seu final envolvido em clima tenso.

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