Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

O BOM SENSOPodem criticar Eduardo José Farah, mas na verdade, o presidente da Federação Paulista é, sem dúvida, o melhor dirigente do futebol brasileiro. Ele não é nenhum salvador da pátria e é claro que os clubes do grupo de elite, especialmente os grandes, recebem mais apoio, e não poderia ser diferente. No Rio, a federação local e imprensa dão mais colher de chá ao Flamengo e Vasco ou ao Madureira e Olaria? Em 2001, o futebol paulista ganhou um calendário simples, racional, que vem para ficar, com certeza. Farah está certo em seguir o modelo europeu, promovendo a Série A-III - Noroeste estréia contra o Independente, em Limeira - na fórmula simples, com turno e returno, a exemplo dos campeonatos da Itália, Espanha, Alemanha e outros países do velho continente, onde o futebol é bem organizado. Nada de fases e mais fases, regulamentos complicados que desgastam o atleta e saturam até o publico - certas fórmulas de disputam que confundem pelo menos o torcedor de nível médio. Se um time soma mais pontos ao longo de toda a competição, é porque realmente ele é o melhor. Estou lembrado do Campeonato Brasileiro de 77, quando o Atlético Mineiro, no 4-3-3 foi o time mais eficiente de todas as fases. O São Paulo, jogando com quatro jogadores no meio campo, com um empate aqui, outro lá, 1 a 0, gol de falta, de pênalti, foi avançando e chegou à decisão no Mineirao. Após empates no tempo normal e na prorrogação, derrotou o Galo nos pênaltis e levou o título. Na Série A-II de 98, o Noroeste foi o time que mais somou pontos, mas o União Barbarense, que havia ficado em quarto lugar na classificação geral, venceu o quadrangular e subiu para a Primeira Divisão. Se o campeonato fosse regido pelo bom senso, o Norusca teria voltado ao grupo de elite. O JOGÃOPalmeiras e São Paulo se enfrentam pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa João Havelange. O Verdão ficou em 11º lugar no Módulo Azul, enquanto o Tricolor fez uma campanha melhor, alcançando a sexta posição. Animado com a goleada de 4 a 1 sobre o Atlético Mineiro pela Copa Mercosul, o Verdão pretende conseguir uma grande vitória, para jogar com tranqüilidade no Morumbi. Para o Alviverde, o importante é não sofrer gols neste sábado, no Pacaembu, pois o mando de campo é seu e gols marcados na casa do adversário vale como critério de desempate. A principal novidade do São Paulo é o retorno de Belletti, que vai atuar protegido por um efeito suspensivo. Mas o técnico Levir Culpi deve estar preocupado, porque além da boa forma do rival, França é o grande desfalque para o clássico desta tarde. TRÊS VAGAS AMANHÃO Fluminense sofreu, mas no último minuto conseguiu arrancar um empate de 3 a 3 com o São Caetano. Neste domingo, os dois times voltarão a se encontrar, desta vez no Maracanã. A vantagem teoricamente é do Fluminense, que depende de um empate de até dois gols. Igualdade superior a esta classificará o São Caetano para as quartas-de-final - isto é, o time do ABC ficará com a vaga se empatar, desde que a partir de 4 a 4. No Sul, o Grêmio penou para vencer a Ponte Preta pela contagem mínima, e só precisará do empate no jogo de volta. Mas a Macaca, jogando em Campinas, tem condições de vencer por dois gols de diferença e avançar para as quartas-de-final. Em Curitiba, o Malutrom jogou bem no primeiro tempo mas não resistiu à superioridade do Cruzeiro, que venceu por 3 a 0. Esse resultado assegura a classificação do time mineiro para a próxima fase. Para mim, não está praticamente classificado - é bicho garantido. Afinal, o Malutrom tem de vencer por uma diferença de quatro gols no Mineirão. O sonho durou pouco para o time de São José dos Pinhais. POLÊMICAEm entrevista à Rádio Jovem Pan na tarde de ontem, César Sampaio, do La Coruña, apresentou uma versão sobre a decisão da Copa do Mundo de 1998 que se aproxima muito da que o atacante Edmundo contou na CPI da Câmara. Com isso, a versão que Zagallo apresentou passa a ser contestada com mais força. Edmundo falou que Zagallo foi avisado sobre a convulsão de Ronaldo cerca de 15 minutos depois dela ter acontecido. Já o treinador disse que soube do fato três horas depois. Mas em que isso acrescenta? FAMÍLIA UNIDARecebo e-mail do Roger Eduardo Lopes, fã de Émerson e Vinícius, defensores da Portuguesa. Em dez rodadas da Copa João Havelange, Vinícius se destacou na zaga da Lusa, substituindo o próprio Émerson, que se lesionou durante um treino da Seleção Brasileira. Roger estranha o fato de Vinícius nunca ter sido citado nessa coluna. Seguinte: estou sabendo agora que Vinícius é de Bauru. Se amanhã, por exemplo, um pupilo do Baroninho brilhar na Europa, mas se algum parente não avisar, a gente não fica sabendo. Afinal, está iniciando. Com Émerson é diferente, jogador de Seleção e pretendido pelos principais clubes do País. Roger havia reclamado da não divulgação da convocação de Émerson para o amistoso do Brasil em Londres. Amiguinho, você acha que de uma lista de 20 jogadores, eu publicaria 19 e deixaria de citar o nome do zagueirão e grande amigo? O esporte do Jornal da Cidade não é apenas Ëm Confiança. Essa coluna é opinativa e não informativa, tem coisa que não sai nela, mas é publicada em grandes manchetes, com fotos. Não só divulguei a convocação de Émerson para o jogo em Wembley, como afirmei que ele é o melhor do Brasil, disparado de Antônio Carlos, Aldair, Roque Júnior e outros. O Celso, pai do Émerson, me telefonou para agradecer. Quando Vinicíus chegar para as festas de fim de ano, dê uma chegadinha com ele aqui, para uma boa reportagem com o zagueirão. Roger, filho do Almir, é de uma família de futebolistas: primo de Vinícius e sobrinho do Pererê, que foi uma legenda do futebol amador de Bauru. A família que joga unida permanece unida. OBRIGADOMeus sinceros agradecimentos aos amigos dirigentes da Luso-Brasileira; a Celso Zinsly e demais colegas da Rádio 710; grande Isaac Camargo, técnico de vôlei e dono da noite bauruense; ao presidente Ubiratan Silva e árbitro Elias Janeiro, ambos da Liga Regional de Futebol de Bauru. Obrigado pela lembrança no dia do meu aniversário.

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