A União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) de Bauru está com seu canil e gatil superlotados. Com capacidade para apenas 30 vagas, a entidade abriga 600 animais, sendo 120 cachorros e 480 gatos, contrariando totalmente as normas do Ministério da Saúde, que determina que cada animal seja colocado em uma cela. O canil e o gatil ficam dentro do Centro de Controle de Zoonoses, no Jardim Redentor. Os cães e gatos, todos com nome e fichas de chegada, ficam em locais separados na sede da entidade. Os cachorros que não conseguem conviver com os outros ficam em celas individuais. Algumas celas têm mais de um animal. Os outros ficam juntos nas dependências que a Uipa construiu. Cada cachorro tem seu caixote para dormir, um ao lado do outro. Os mais velhos ficam separados dos mais novos, evitando brigas e machucados. Com os gatos não é diferente. Cerca de 200 ficam presos, pois ainda não são castrados ou estão em recuperação. Os outros ficam no gatil, dormindo nos caixotes, sem sair para as ruas. Para Maria Dolores Barbosa Gomes, presidente da Uipa de Bauru, o maior problema da entidade é a falta de vagas, por isso, muitas vezes não busca ou captura animais nas ruas.Eu não posso ir buscar animais nas ruas se não tenho onde colocá-los, disse Maria de Lourdes.Diariamente, são consumidos 40 quilos de ração para cachorro e 60 quilos para gato. Tudo comprado com recursos da própria entidade, que não recebe nenhuma verba ou ajuda de governos. Para conseguir dinheiro e se manter, a Uipa realiza diversos bazares da pechincha e chás beneficentes. As pessoas que trabalham na Uipa são voluntárias. Ninguém recebe salário para cuidar de tantos animais. A entidade também não é responsável por buscar cães e gatos atropelados em vias públicas, mas realiza esse trabalho voluntariamente, segundo a presidente da entidade.Uma voluntária paga o táxi-dog, a outra o veterinário, e assim conseguimos fazer o nosso trabalho. Não é o suficiente, mas nestas condições, é o melhor que podemos fazer, completou.A presidente da entidade esclareceu que a função da Uipa é proteger animais que estão sendo maltratados e não recolher animais que representam riscos para a população. Eu não posso buscar um cachorro que representa risco para uma pessoa porque eu não tenho local para colocá-lo. A Uipa tem que ser acionada quando o animal está sofrendo maus-tratos, quando ele está na rua e pode morrer atropelado, e não quando o animal está na rua e pode morder alguém. Isso é caso de polícia, esclareceu.
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