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Agrado para clientes - Quem foi ao Santander/Banespa, ontem, recebeu rosas vermelhas. Os funcionários foram presenteados com bombons.

Redação
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A iniciativa do banco espanhol Santander, de financiar - por meio do Banespa - a compra de ações do banco pelos funcionários, está sendo analisada pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região como estratégia para obter lucro fácil. O assessor de Comunicação do sindicato, Marcos Aurélio Silvestre, informou que os funcionários estão sendo orientados a esperar até o dia 1.º de dezembro - prazo final marcado para a compra das ações - para tomar a sua decisão.De acordo com a proposta, o Santander está financiando a compra e antecipando, em dinheiro, R$ 2.408,80 pela transação. Esse valor é a diferença entre o preço de venda das ações ofertadas aos empregados e a cotação que o Santander terá que pagar ao recomprá-las, daqui a seis meses.O motivo para a orientação de aguardar até o dia 1º, segundo Silvestre, é que o Santander estaria pagando um valor muito baixo pelo financiamento. De acordo com dados da Associação dos Funcionários do Banespa (Afubesp), o banco teria que gastar cerca de R$ 21 mil para cada empregado que não se interesse pela compra das ações. Porém, estaria financiando apenas R$ 5 mil, aproximadamente. De acordo com Silvestre, a Executiva do Comando Nacional dos Funcionários do Banespa protocolou, na semana passada, uma correspondência direcionada à direção do Santander para que esse valor tenha uma melhora significativa. Pelo edital de privatização e pela própria legislação, essas ações são reservadas aos funcionários e eles decidem se querem ou não comprar. Se o funcionário não compra, o Santander é obrigado a comprar. Só que nesse caso, com o mesmo ágio que pagou no leilão pelo Banespa (que foi de 281%). Segundo a análise de Silvestre, se os funcionários não comprarem essas ações o banco vai ter que desembolsar cerca de R$ 780 milhões. Se todos os funcionários que têm direito à compra fizerem isso, o Santander vai ter um gasto aproximado de somente R$ 200 milhões. Ou seja, nessa jogada, o banco vai estar economizando cerca de R$ 580 milhões. Na realidade, o banco está emprestando dinheiro para o funcionário comprar as ações e, depois, ele compra do funcionário. A questão é que o Santander poderia dar muito mais para os funcionários e, ainda assim, ganhar dinheiro. Então, estamos orientando os empregados que se interessaram pela compra que aguardem até 1º de dezembro para saber o resultado dessa tentativa de negociação junto ao banco, observa Silvestre.Após diversos contatos feitos pela reportagem com a Assessoria de Imprensa do Santander, ontem, por volta das 21 horas a resposta foi de que não haviam informações suficientes sobre o assunto para a divulgação imediata. Abaixo-assinadoO Sindicato dos Bancários de Bauru e Região também está coordenando a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que tem como objetivo solicitar que não haja demissões entre os funcionários do Banespa. A deliberação foi da Executiva do Comando Nacional dos Funcionários do banco. Em apenas três dias foram conseguidas cerca de 1.500 assinaturas. Nos próximos dias, a coleta vai continuar na cidade. Segundo Marcos Silvestre, o abaixo-assinado diz que os clientes - apesar de discordarem do processo de privatização do banco - exigem que o Santander comprometa-se a respeitar os interesses da comunidade, não demitir os funcionários, a manter as agências e a política de crédito do Banespa, entre outros itens. Aponta-se, também, a possibilidade dos clientes encerrarem sua conta corrente se as exigências não forem cumpridas. Numa provável tentativa de conquistar a simpatia dos funcionários do Banespa, ontem a nova diretoria da instituição distribuiu bombons e flores durante o expediente de trabalho. Além disso, prefeitos de várias cidades do Estado de São Paulo também seriam alvo da ação, através do recebimento de uma cesta de café da manhã. A Assessoria de Imprensa do prefeito de Bauru, Nilson Costa (PPS), confirmou, ontem, o presente recebido pela autoridade municipal. Porém, a Assessoria tomou o cuidado de frisar que isso não terá nenhuma influência em quaisquer decisões políticas maiores que venham a ser tomadas pelo prefeito.

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