O delegado Dinair José da Silva, do 3.º Distrito Policial, solicitou mais 30 dias de prazo para concluir o inquérito que apura as circunstâncias da morte do ex-estudante de Jornalismo Flávio Henrique Polaquini, sobre a qual pairam suspeitas de negligência médica. As investigações deveriam ter sido concluídas na semana passada, mas o delegado não conseguiu reunir todos os elementos necessários para finalizar o caso. Além de complexo, com necessidade de ouvir pessoas que não moram em Bauru, o caso depende de alguns documentos ainda não entregues, como, por exemplo, os solicitados ao Hospital de Base, local onde o rapaz faleceu. Expedimos vários ofícios ao HB, mas não recebemos nenhum até agora. Queremos que o hospital nos informe quais os médicos que atenderam o Flávio, suas especialidades, e que nos envie cópias de todos os exames que foram feitos. Na verdade, queremos os detalhes desde sua entrada no Pronto-Socorro até sua saída do HB. Estamos questionando também os procedimentos feitos em relação à doação de órgãos, que foi solicitada, sem sucesso, aos pais da vítima, pontuou o delegado. As investigações sobre a morte do ex-estudante estão avançadas e já incluem depoimentos de uma série de pessoas. Professores e alunos que o acompanharam, bem como alguns médicos, já testemunharam. Um fato curioso e que já causa estranheza é a declaração de um neurologista, que teria citado o aneurisma cerebral como uma das possíveis causas da morte de Polaquini. Até agora, ninguém parecia ter dúvidas quanto ao diagnóstico da doença que acometeu o rapaz. Essa imprecisão, porém, levantou dúvidas no inquérito e o delegado não descarta, se realmente necessário, a exumação do corpo de Polaquini para dirimi-las. Além do inquérito policial, a morte do ex-estudante é objeto de sindicância na Secretaria Municipal de Saúde e processo no Conselho Regional de Medicina, os quais apuram possível negligência médica no caso.
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