O Zé, supermercadista de Avaí, tem um rancho no rio Batalha e nas noites boas de pesca costuma pescar alguns bagres nos poções desse rio. São bagres pretos ou amarelos, mas nenhum chega a ter mais de meio quilo. Numa noite de lua cheia, Zé e um companheiro, Laudir, pegaram seu bote e apoitaram num poço profundo numa curva do rio e começaram a pescar. Naquela noite o rio não estava para peixe. Zé segurava uma vara de bambu grossa, com um bom anzol e linha forte, usava isca de minhoca ou de figado de boi e nada... nenhum peixe.A noite avançava e eles já estavam decididos a ir embora, quando a vara de pesca do Zé vergou de maneira descomunal. Laudir gritou: segura, esse é grande. Zé dominava o bruto e começou a tentar trazê-lo para o barco. Depois de muitas idas e vindas, a linha foi sendo içada e um peixe muito grande, um bagre nunca antes visto, desenhou-se nas águas rasas e claras do rio... E finalmente veio a tona, quando Zé teve um susto... era um bagre desproporcional e o pior, não tinha bigodes e barbatanas... tinha a cara de seu cunhado, o Rui.E então Zé, desesperado, começou a gritar, não sabia o que fazer, tudo estava errado com aquilo. E com os solavancos dados pelos companheiros da pescaria, acordou... estava sonhando. Aquele pesado peixe, com a cara de seu cunhado não existia. Mas passava, e muito, dos meio quilos, tão comuns para os bagres do batalha. Na foto ao lado, a partir da esq. da esquerda: Zé, Rui (Bagrão, deitado na rede), Brito e Melo, durante uma pescaria no rio Batalha.
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