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Coisa de pescador consciente...

Redação
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Ainda bem que o número de pescadores conscientes está crescendo. Já foi o tempo em que o pescador levava o peixe para casa só por levar ou para se vingar de uma pescaria ruim. Hoje, os pescadores estão mais conscientes em relação ao tamanho do peixe e a maioria já não se importa mais em ter que devolver o peixe para o rio porque ele é apenas um filhote.A prática do pesque e solte vem crescendo gradativamente e atrai principalmente os pescadores mais ecológicos. Sites na Internet estão cada vez mais divulgando esse tipo de pesca. E todos trazem uma série de motivos para se praticar a pesca esportiva (pesque e solte), além de dar dicas de como não machucar o peixe e uma lista com os nomes de peixes em extinção.O http://users.sti.com.br/acgrandi/ecodicas.htm#BM6, por exemplo, lembra que, ao contrário do que o homem pensava, os recursos naturais são limitados e a sua exploração irracional tem demonstrado conseqüências sérias para o meio ambiente. Na natureza, a maior parte das espécies que produzem grande número de descendentes, têm baixa taxa de sobrevivência. Isso ocorre também com os peixes que ao se reproduzirem, produzem centenas ou milhares de ovos, que dão vida a muitos alevinos. Mas, na maioria das vezes, apenas dezenas ou mesmo unidades desses alevinos chegam a se tornar adultos e procriar. E é sempre legal lembrar: ao soltar o peixe, o pescador está contribuindo para o futuro da pesca esportiva, para que seus filhos e netos também possam pescar um dia e desfrutar de todos os prazeres que este esporte proporciona. Peixes ameaçados de extinçãoOs peixes são os vertebrados dominantes nos ecossistemas aquáticos, tanto marinhos como de água doce. Trata-se do maior grupo de vertebrados, com cerca de 30 mil espécies espalhadas em todos os continentes, aceanos e mares. Dois grupos principais podem ser identificados: os elasmobrânquios (peixes cartilaginosos - tubarões e raias, marinhos) e os teleósteos (peixes ósseos - marinhos e de água doce).A fauna de peixes marinhos do Estado de São Paulo compreende cerca de 510 espécies, 19 das quais são consideradas ameaçadas (p. ex. tubarão-filtrador, tubarão-branco, jamanta, peixe-serra, cavalo-marinho).Outras 18 espécies estão Presumivelmente Ameaçadas (por exemplo, raia-viola, cação-anjo, sardinha-verdadeira), completando 37 espécies que apresentam problemas de conservação. O conhecimento da biologia básica dos teleósteos é muito limitado, restringindo-se às espécies de interesse comercial. A falta de conhecimento taxonômico dificulta a análise do estado de conservação dessas espécies. Alguns aspectos da biologia dos elasmobrânquios - como maturação tardia, fecundação interna e baixa fecundidade -, indicam quc o grupo é muito sucetível a rápidos declínios populacionais decorrentes da sobrepesca. A exploração racional das espécies comerciais requer especial atenção, incluindo o acompanhamento dos desembarques e pesquisas sobre sua biologia populacional.Entre as propostas de conservação, destacam-se: a implementação imediata das Unidades de Conservação já criadas e o estabelecimento de novas reservas, a proibição da captura de algumas espécies em campeonatos de caça submarina (mero, cação-lixa, jamanta, etc.) e o comércio de peixes para fins pouco justificáveis, como souvenirs e medicamentos populares de eficácia duvidosa.As águas interiores do Estado de São Paulo abrigam cerca de 260 espécies de peixes, 15 das quais foram consideradas ameaçadas (p. ex., guaru, bagre-cego). Outras 11 espécies foram consideradas Presumivelmente Ameaçadas. A detecção de alterações na estrutura das comunidades de peixes, provavelmente vinculadas a alterações ambientais, reforça a importância da proteção dos hábitats.

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