A vítima contou que foi imobilizada por um homem desconhecido, que a ameaçou com um revólver e a estuprouA Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) de Bauru iniciou as investigações para identificar o autor do estupro à adolescente J.R.S., 16 anos, no Jardim Godoy, na madrugada de ontem. De acordo com o que a vítima registrou na Delegacia Seccional, ela estava na casa de uma amiga, no mesmo bairro, quando um desconhecido a chamou pelo nome. A adolescente foi até o portão ver quem era e, já na calçada, foi imobilizada com uma gravata dada por um homem estranho. Ele encostou um revólver na minha cabeça e mandou que eu fosse andando sem gritar, relatou a vítima. Num determinado local, o rapaz teria tirado a roupa dela e obrigado-a manter relações sexuais com ele. A adolescente teria começado a gritar, quando o estuprador tapou-lhe a boca e a agrediu. Como mesmo assim a vítima não parava de gritar, o agressor teria prometido matá-la. Vou te matar se você contar para alguém. Eu sei onde você mora, contou a adolescente. Em seguida, o estuprador teria mandado a vítima ir embora. A adolescente alega que o local era escuro e que ela não conseguiu ver bem o rosto do estuprador. Ela acha que ele tinha cerca de 1,75 metro de altura e usava uma calça preta e uma blusa branca. A vítima alega que sua amiga não percebeu que ela estava em situação difícil quando atendeu ao portão. InvestigaçõesOs casos de estupros de autoria desconhecida são investigados pela DIG/Garra, segundo explicou a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher, Rejane Borro Ortiz. Nós vamos ouvir a vítima e tentar obter mais detalhes sobre os fatos, disse.Na opinião dela, na Delegacia da Mulher, as vítimas se sentem mais à vontade e acabam contando mais sobre o fato. Nós verificamos o exame de corpo de delito para saber se houve conjunção carnal, detalhou.A delegada explicou, ainda, que o constrangimento é que configura o estupro. A mulher tem o direito de querer ou não manter a relação sexual. Se ela recusou e mesmo assim foi obrigada, houve o estupro, disse. O delegado-titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, explicou ontem que em casos como este, as investigações são iniciadas de imediato. Assim que localizamos o autor, encaminhamos para a DDM, que instaura o inquérito, afirmou.
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