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Sapab atende 6 crianças e 7 adultos na Casa de Apoio

Redação
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A Sapab está abrigando seis crianças e sete adultos na sua Casa de Apoio, mas a demanda de pessoas com aids precisando de um lugar para morar é muito maior. Enquanto a entidade não concluir a casa que está em construção, especialmente projetada para atender pessoas soropositivas em tratamento, e não tiver mais verbas, não pode aumentar o número de abrigados, explicou Fábio Turini, tesoureiro da entidade.O prédio, que oferecerá cerca de 30 vagas para crianças, homens e mulheres e terá, inclusive enfermaria, está entrando na fase final de construção. No entanto, Turini ressaltou que a Sapab, como praticamente todas as entidades, passa por dificuldade financeira. A Sapab recebe, por mês, cerca de R$ 1 mil de subsídio municipal. Mas a despesa mensal, só com a Casa de Apoio, fica em torno de R$ 2 mil. Além disso, a Sapab distribui 60 cestas básicas a famílias de pessoas soropositivas por mês. Para conseguir manter o atendimento, a entidade recorre a promoções como pasteladas, jantares e eventos e conta com a colaboração da comunidade.Turini explicou que a maior despesa da Casa de Apoio é com remédios. Isso porque, apesar da rede pública de saúde distribuir o coquetel de medicamentos, as doenças oportunistas que se instalam nas pessoas HIV positivo exigem muitos remédios. Para reduzir custos, a entidade mantém apenas três funcionários. Dois na Casa de Apoio (um durante o dia e outro, à noite) e um no seu escritório. Os demais são todos voluntários, inclusive a equipe de saúde formada por médico, psicólogo e assistente social que atende os abrigados na Casa de Apoio. Fábio Turuni lembrou que a Sapab também distribuía remédios aos soropositivos atendidos em suas casas, mas teve que cortar o serviço por falta de recursos.Entre os abrigados na Casa de Apoio, vários são de cidades da região, que chegam à Sapab por não ter onde morar e não receber apoio da família. As crianças, conforme explicou Turini, a maioria foi abandonada pelas mães. O abrigado Marcos (nome fictício), por exemplo, disse que seus irmãos não o aceitam e por isso está na Casa de Apoio. Órfão de pai e mãe, Marcos contou que seus irmãos aceitam o fato de ele ser homossexual, mas quando souberam que ele estava com aids, o abandonaram. Mas ele acha que o preconceito está diminuindo, pelo menos é o que sente nas redondezas da Casa de Apoio. Marcos contou que leva e busca uma das crianças da entidade na escola e não sente preconceito por parte das pessoas que encontra na rua, nem dos vizinhos.Na Casa de Apoio os abrigados têm uma vida consideravelmente normal. Os adultos que estão em boas condições de saúde e têm vontade ajudam nas tarefas de limpeza da casa e olhar as crianças. Para passar o tempo, também fazem artesanato, como crochê. ServiçoA Sapab aceita doações de alimentos, remédios, roupas e dinheiro. O telefone da entidade é o 226-2002.

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