O artigo do jornalista evangélico Júlio César Prado (JC-19/11) deu-me ânimo para antecipar esta carta que eu vinha pensando escrever. Naqueles tempos bíblicos a transmissão de doenças por meio de parasitas certamente ainda não seria bem conhecida. O porco, como animal infectado por gostar de chafurdar-se na lama (imundo), tinha no consumo da sua carne por parte das pessoas um grande transmissor de doenças (parasitárias). Pode não ser por isso que o animal seja o mais abominado da fauna bíblica. Hoje, a excelência em suinocultura trata bem da criação: boa ração, assistência veterinária e pocilgas higiênicas em vez de chiqueiros fétidos, além de raças geneticamente mais sadias. Deste modo, a carne suína bem cozida torna-se bastante saudável e nutritiva. Resta, porém, a tradição religiosa de proibir o consumo da carne de porco. De minha parte, poucas vezes cometo o pecado de comer dessa carne: gosto mais da bovina. E olha que fui criado com feijão temperado com pedaços de toucinho salgado. Hoje, presunto no sanduíche, vai bem; bacon na farofa, vá lá. E leitoa pururuca justo no Natal? O pecado da carne é sempre prazeroso...PS - Está entalada no computador a estória do bacorinho cor-de-rosa que... (Omar Barreto - RG: 5.663.388-9)
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