Que viagra, que nada! O povo aposta mesmo é em ervas, raízes, frutos do mar e nas poções mágicas dos merlins da vida como remédios capazes de estimular o apetite sexual. A crença vem de longe. Os antigos, vorazes consumidores de mitos e lendas, rendiam culto a vegetais, crustáceos e bebragens. Tinham lá suas razões, de caráter empírico. Embora, cientificamente, a teoria seja mal vista, não se deve desprezar de todo a lei da similaridade. Ela tem comprovado, segundo botânicos e biquímicos, que certas plantas, parecidas com nossos órgãos, lhes são benéficas. Um exemplo é o quebra-pedra. Seus frutos se assemelham ligeiramente a um rim e são utilizados com bons resultados, para a dissolução de cálculos renais. Na França dos séculos XI a XIV, os recém-casados eram brindados com sopa de cebolas, na manhã seguinte à lua-de-mel, para que sua libido fosse recarregada. Engrossam a lista o amendoim, uva, aspargo, alcachofra, chocolate e noz-moscada. Exóticas e repugnantesO álcool? Também. Há registros históricos de que foi uma das primeiras substâncias utilizadas como afrodisíaco. O romano Terencio, no livro Eunuchus, garantia: Sine ceres et libero friget venus. Traduzindo: Sem comida e vinho não há sexo. Se a dose for alta, porém, o efeito do álcool é nocivo: causa impotência. Há ainda iguarias exóticas, algumas repugnantes. O grego Hipócrates, pai da Medicina, receitava sangue de cobra, feto de porcos e vacas, testículos de veado e urina de elefante para despertar a volúpia. Plínio e Celsus sugeriam o extrato da mosca espanhola, a Cantharis vesica-toria. Ela contém cantaridin, um composto de intensa atividade biológica, altamente tóxico. Ao ser eliminado pelo organismo, o cantaridin irrita a mucosa do trato urinário, resultando no priapismo, uma persistente e anormal ereção do pênis. Só que muito cuidado: a ingestão de apenas 1,6 grama do bichinho pode resultar em morte em menos de 24 horas. No Oriente, a moda hoje é sopa de genitália de tigre - por sinal prato refinado e caríssimo: US$ 350 a panela, em Taiwan, China. Na Europa, adiciona-se pó de chifre de rinoceronte à comida a alma e tudo o mais ficam em brasa, juram os seus consumidores. Entre os norte-americanos, sempre excêntricos e em busca de novidades, a coqueluche é a farinha da casca de ovos de ema - para a alegria dos australianos, maiores criadores da prima da avestruz. Em Belém do Pará, o comércio de afrodisíacos é uma mina de ouro movimenta milhares de dólares anual-mente. O guarajucapuama, extrato feito de marapuama e catuaba; o pó de guaraná, visto como energético; e o creme de jucá, que teria propriedades rejuve-nescedoras, fizeram do Laboratório São Lucas, que os produz, um dos mais procurados por turistas do Exterior. Mas Célio Athayde, farmacêutico do São Lucas, que trabalha com a manipulação de vegetais há 33 anos, investe contra a exagerada propaganda que cerca a nossa flora. Os estrangeiros vêem na Amazônia um celeiro de afrodisíacos. Há plantas, como a marapuama e a catuaba, que podem ser consideradas como tal, mas não são milagrosas. Já o guaraná e o jucá servem para outros fins. O guaraná é mais indicado para casos de stress e má digestão. O jucá é bom para anemias e afecções respiratórias, esclarece. Fama e fortuna O advogado, jornalista e psicoterapeuta José Roberto Romeiro Abrahão classifica os afrodisíacos em dois blocos: sensoriais e alteradores psíquicos. Ao primeiro, pertencem os fetiches (visual), a palavra certa dita na hora certa (auditivo), os aromas (olfatório) e os gustativos (paladar). No segundo bloco estão algumas drogas como o ecstasy e até mesmo a inocente catuaba. José Roberto é cauteloso quanto à ingestão desta.Se você quiser experi-mentá-los, faça-o com respeito pela substância que vai invadir seu organismo, da mesma forma que os indígenas fazem ao tomarem qualquer droga de alteração psíquica - transforme o sexo num ato sagrado, tendo consciência de que é algo divino, ele ensina. É mais ou menos o que pensa o ginecologista Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana. Segundo ele, o que torna o desejo mais fácil e intenso e os orgasmos mais agradáveis e prolongados é a paixão. Há outras situações capazes de levar a um imenso prazer: a variedade de parceria, a quebra da rotina sexual, a imaginação criativa. Mas todos esses ingredientes têm efeitos limitados e temporários, além de serem absolutamente pessoais, ele comenta. Quem tem segredos infalíveis para levantar o ânimo é a escritora chilena Isabel Allende. Depois do best-seller A Casa dos Espíritos, saborosa saga da famíla Trueba, Isabel lançou Afrodita, um livro de receitas e contos eróticos. Cinquentona, ela confessa que só agora está recuperando o tempo perdido. Arrependo-me de ter recusado comer pratos deliciosos por simples vaidade. De não ter feito amor por ocupar-me de tarefas pendentes ou por simples puritanismo. A sexualidade é um ingrediente básico da saúde, inspira a criação e faz parte da evolução espiritual. Pena que tenha demorado trinta anos para descobrir tudo isso, ela lamenta, convidando seus leitores a saborerar um chazinho de pinhão e ver para crer. Para os afoitos, uma advertência da gastrônoma Sara Lippmann: os segredos do cardápio do prazer jamais devem ser revelados a uma mulher, no decorrer de um romance. Sara conta que praticamente tinha sido seduzida por um de seus cortejadores, quando, de repente, ele lhe apresentou um prato de escargots, anunciando as qualidades energéticas dos bichinhos e sua semelhança com o clitóris. Perdi completamente a vontade. Não ofereça a uma garota nada que remotamente lembre um órgão sexual feminino ou parte dele. É de um tremendo mau gosto, diz Sara. Mas há quem corte a cabeça se alguém resistir a homem e mulher, por mais feios e insossos que sejam, que carreguem consigo os mais eficientes meios de sedução de todos os tempos: fama e fortuna. Bombom de uvaBombom recheado com uva tipo Itália e Moça Fiesta Beijinho 40 uvas tipo Itália pequenas 1 lata de Moça Fiesta Beijinho 300g de Cobertura de Chocolate com Leite Nestlé (6 tijolinhos) manteiga para untar Lave e enxugue bem as uvas. Unte as mãos com um pouco de manteiga.Envolva cada uva com o Moça Fiesta, formando uma bolinha. Derreta ochocolate conforme as instruções da embalagem. Passe as bolinhas pelo chocolate, retirando-as com o auxílio de um garfo. Bata ligeiramente na borda da vasilha com Chocolate para escorrer o excesso. Coloque sobre papel-manteiga ou de alumínio e leve à geladeira para secar. Enrole em papel de bala ou coloque em forminhas de papel. Rendimento: 40 bombons Microondas: Querendo derreter o Chocolate no microondas, utilize um recipienterefratário bem seco. Distribua os tabletinhos em círculos e leve aomicroondas, na potência média, por cerca de 2 minutos. Observe que oChocolate ainda mantém sua forma original. Mexa lentamente comespátula para derreter e resfriar até 28°C. Se ainda não estiver derretido,retorne a microondas por mais 30 segundos, 1 vez ou mais. Congelamento: Não recomendamos o congelamento desta receita, pois pode haveralteração na textura, cor e sabor. Lagosta à thermidorLagosta gratinada com Creme de Leite, vinho, champignon e queijo prato 3 lagostas médias (350g de carne) 2 colheres (sopa) de manteiga 3 colheres (sopa) de farinha de trigo meio litro de leite 4 colheres (sopa) de vinho branco (50ml) 200g de champignon aferventado ou em conserva 4 gemas 1 pitada de pimenta-do-reino branca meia colher (sopa) de sal 200g de queijo prato ralado 1 lata de Creme de Leite Nestlé Tradicional Cozinhe as lagostas em água fervente com sal por aproximadamente15 minutos. Escorra-as, abra-as, retire toda a carne e corte empedaços. Reserve. Aqueça a manteiga e doure a farinha. Junte aospoucos o leite e o vinho branco, mexendo sempre para não formargrumos. Acrescente os champignons e deixe o molho tomarconsistência. Desligue o fogo e adicione as gemas, a pimenta, o sal, metade do queijo e o Creme de Leite, misturando bem após cada adição. Unte um recipiente refratário e disponha camadas alternadas de lagosta e creme. Polvilhe o restante do queijo ralado sobre a última camada de creme e leve o prato ao forno médio alto (200°C) por aproximadamente 15 minutos para gratinar. Sirva a seguir. Rendimento: 3 porções Dica: Querendo servir a lagosta na própria casca, corte-a depois de fervida, segurando-a com o dorso voltado para baixo, separando as duas metades no sentido do comprimento e batendo a lâmina da faca com o martelo. Microondas: Não recomendamos o preparo desta receita em microondas, pois o resultado final não é satisfatório. Congelamento: Se desejar, congele esta receita pronta, sem levar ao forno. Embale, etiquete e leve ao freezer ou duplex por até 2 meses. Para descongelar, deixe-a de véspera em geladeira. Leve ao forno para gratinar.
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