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ALHO: COMBATENDO GRIPES E RESFRIADOS

Luciano da Silva Momesso
| Tempo de leitura: 2 min

A gripe e o resfriado, entre uma série de doenças respiratórias, são as mais comuns e atingem crianças, jovens, adultos e idosos. Ambas não fazem distinção de sexo ou idade, bastando apenas um descuido para o vírus atacar o organismo. Uma sensação de cansaço e mal-estar tomam conta do corpo. Dores de cabeça, de garganta, tosse e fraqueza são freqüentes, mas, esse mal-estar pode ser aliviado com uma das plantas mais antigas e conhecidas do nosso dia-a-dia, o alho, cientificamente denominado Allium sativum. Com forte ação expectorante, analgésica, antibacteriana e tônica, o alho é recomendado no combate às afecções pulmonares como gripe, resfriado, tosse e rouquidão. Cerca de 10% dos seus constituintes contêm enxofre. Com isso, os seus produtos de degradação são eliminados pelos pulmões atuando como antisséptico pulmonar, graças às suas propriedades antibacterianas.De origem asiática, o alho chegou ao Ocidente há mais de quatro mil anos trazendo inúmeras histórias em relação ao seu consumo e aplicabilidade. Os egípcios tinham por hábito ulitizá-lo como alimento, condimento e para algumas práticas medicinais. Diziam que o alho era capaz de estimular a boa voz e a coragem. Nero comia freqüentemente os bulbos (dentes) do alho, chegando às vezes a interromper o consumo de qualquer outro alimento. Aristófanes recomendava o alho aos atletas para alcançar maior vivacidade na prática de seus exercícios no estádio. Na Idade Média, seu uso foi fundamental na cura de pessoas que sofreram com a peste bubônica. Os russos e os búlgaros atribuíam a ele a causa principal de sua vitalidade e saúde. Durante a Primeira Guerra Mundial, os médicos das Forças Armadas Britânicas valeram-se dele para impedir a infecção dos ferimentos. Já na Segunda Grande Guerra foi a vez dos médicos russos aproveitá-lo. Segundo o Talmude (código de leis, tradições e costumes judaicos) o hábito de comer alho ilumina o rosto, melhora a circulação e mantém o corpo aquecido, destruindo assim os parasitas.O alho é rico em alicina (óleo incolor), responsável por parte do efeito antibacteriano e antiinflamatório. Essa substância, além de reduzir o colesterol, evita a formação de placas de ateroma (alterações degenerativas da camada íntima das artérias) que com o tempo entopem as artérias causando assim doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. Um recente estudo realizado na Alemanha, que durou quatro anos, chegou à conclusão de que um grama de alho consumido por dia reduz em 80% o volume de placa de aterosclerose nas artérias. Alguns estudos demonstram, também, que o alho reduz os níveis de hipertensão, doenças vasculares e aumenta o tempo de coagulação do sangue. Outras substâncias encontradas em sua composição são as vitaminas B1, B2, C, provitamina A e aliina. Os constituintes encontrados em seu óleo são rapidamente absorvidos através da pele e membranas mucosas. Umas das recomendações é de não excederem seu uso, pois em doses exageradas pode provocar irritação gástrica e náuseas. Fonte: Herbarium saúde, ano 3, nº 12, 2000. (Luciano da Silva Momesso - Acadêmico do Curso de Farmácia - RG. 27.563.635-5)

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