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Mais de 70%das vagas das Emeis já estão preenchidas

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Mais de 70% das cinco mil vagas existentes nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) de Bauru foram preenchidas ontem, no primeiro dia de matrículas. A estimativa é do Departamento de Educação Infantil (DEI), que espera completar os assentos disponíveis até a tarde de hoje, quando se encerra o período de inscrições. Centenas de pais passaram a noite de domingo para segunda-feira na porta das unidades mais concorridas e garantiram a vaga dos filhos, mas, segundo o DEI, quem não fez o sacrifício também o conseguiu.A procura pelas Emeis tem aumentado ano a ano, na mesma proporção das filas na véspera da matrícula. A prática, entretanto, era e continua sendo desnecessária na opinião da diretora municipal de Educação Infantil, Solange Santos Ferreira dos Reis. Nós percebemos uma ansiedade muito grande por parte dos pais, principalmente para conseguir o período (manhã ou tarde) que eles julgam mais adequado. Vamos oferecer as vagas que forem necessárias, mas garantir períodos é impossível. Acho que é por isso que eles passam a noite aqui, disse Solange, arriscando o palpite de que o movimento de matrículas hoje será fraco. Com certeza, mais de 70% dos interessados já fizeram as matrículas. O tumulto só ocorre no primeiro dia, acrescentou.A ordem de chegada, porém, pode ser importante para os alunos que estão ingressando na escola. Como recebem crianças a partir dos três anos, as classes de maternal são bastante reduzidas se comparadas às demais. Geralmente, cada escola mantém apenas uma turminha de manhã e outra à tarde. Pela própria idade, essa faixa da clientela exige tanto educação quanto cuidados especiais, o que torna complicado termos muitas classes de maternal. Trabalhar como um número limitado é até uma forma de garantir a qualidade do aprendizado, avaliou a diretora.Por lei, crianças com menos de quatro anos devem ser absorvidas pelas creches. As Emeis, por tradição, costumam aceitar os pequenos que já tenham completado três anos, mas não há qualquer obrigatoriedade nesse atendimento. De acordo com Solange, a maioria dos pais que atravessa a noite na porta das escolas está atrás de uma vaga no maternal. Outro fator verificado pelo DEI em relação às Emeis é o aumento da procura por parte de pais que até então mantinham seus filhos em escolas particulares. Todos os anos isso acontece, mas a procura está bem maior este ano. Para nós, é um sinal de que o dinheiro está ficando cada vez mais curto, mas, principalmente, de que a escola municipal oferece um ensino de qualidade. Nos sentimos muito satisfeitos por isso, comemora Solange. Apesar de garantir vagas a todos, o DEI está realizando um trabalho de agendamento com aqueles que, eventualmente, não conseguiram matricular seus filhos nesse primeiro momento. As direções de todas as Emeis estão orientadas a anotar nome e endereço daqueles que não forem atendidos agora, seja com relação ao período ou à própria vaga. Pedimos um agendamento fiel, porque temos a possibilidade de ampliar as vagas ainda para o ano 2001, sem falar das vagas que surgem por conta das desistências. A acomodação de alunos e vagas, porém, só vai acontecer em fevereiro, após o Carnaval, para falar a verdade, aprazou. Sem privilégioNa manhã de ontem, alguns pais de alunos se revoltaram com a direção da Emei Peixinho, no Jardim Cruzeiro do Sul, alegando privilégio na concessão de vagas aos funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que fica próximo à escola. Solange Santos Ferreira dos Reis, diretora do DEI, no entanto, descartou a procedência da denúncia. Como ex-diretora da unidade e conhecedora do assunto - os protestos não seriam de hoje -, ela informou que a Prefeitura mantém um convênio com o DER, o qual garante aos funcionários do órgão cerca de 50 vagas nas Emeis. Metade desses assentos é geralmente oferecida na Emei Peixinho, vizinha e sediada, não por coincidência, num prédio pertencente ao DER. Não se trata de um privilégio, mas de um convênio que existe há 25 anos. A escola funciona no prédio do DER e a Prefeitura, como contrapartida, garante vagas no Peixinho e em outras unidades, esclareceu.

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