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Álcool sobe 13% nos postos de Bauru

(*) Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Não bastasse a alta entre 13% e 25%, algumas distribuidoras estão prevendo novo reajuste de 6% para a próxima semanaEm menos de um mês, o valor do litro do álcool passou de cerca de R$ 0,88 para mais de R$ 1,00 nos postos de combustíveis de Bauru, um aumento médio de 13,64%. Há estabelecimentos comercializando o produto até a R$ 1,10 à vista, o que significa 25% de reajuste. E não pára aí: na próxima semana, as distribuidoras dizem que aplicarão mais um reajuste, desta vez na casa de 8% para os postos e de 6% para os consumidores. Os donos de postos estão revoltados com a situação, pois se dizem tão vítimas quanto os consumidores. Nós sofremos uma pressão muito grande: não podemos continuar cobrando o preço sem reajuste, pois não temos como arcar com os custos e, por outro lado, ouvimos barbaridades por parte dos nossos clientes, destacou a proprietária de um posto de Bauru, Leda Menezes.O próximo aumento no álcool está previsto para ocorrer segunda-feira, dia 11. Algumas distribuidoras, como a BR e a Ipiranga, anunciaram que vão repassar novos valores para os postos de combustíveis. A alegação é de que o produto foi reajustado pelos usineiros. A previsão é de que, para o consumidor, o aumento seja de 6%. Isso vai se refletir no preço da gasolina, que possui em sua fórmula uma mistura de álcool. Nesse caso, o reajuste será de cerca de 1,5%.O proprietário de um posto em Bauru, André Fonseca Zabeu, salientou que os comerciantes são obrigados a aumentar o preço ao consumidor, pois não têm como comprar o produto direto do usineiro, negociando valores. A revolta cai sempre em cima de nós. Mas, as pessoas não notam que o problema vem de cima, do monopólio da Petrobrás, que domina o setor no País, impedindo a concorrência e prejudicando os consumidores, disse.Ele salientou que o mercado para os proprietários de postos está ficando estreito. Os lucros são cada vez menores e a pressão da sociedade só tem aumentado por causa dos constantes reajustes, destacou.O valor mais barato do litro do álcool encontrado pela reportagem do Jornal da Cidade em 18 postos pesquisados foi de R$ 0,999. O mais caro está cobrando R$ 1,10 (preços relativos ao pagamento à vista). Caso seja aplicado o reajuste de 6%, previsto pelas distribuidoras, o consumidor vai encontrar valores entre R$ 1,04 e R$ 1,16.O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Luiz Horta, disse que uma nova alta dos combustíveis é uma especulação descabida, oportunista e incoveniente. Segundo ele, não existem pressões de custos para alterar o preço dos produtos e que será uma estupidez abusar do consumidor. Ainda de acordo com o diretor, a ANP deverá intensificar o programa de monitoramento de qualidade e preços dos combustíveis. * Colaborou Agência Folha

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