Cidade Negra mostra renovação do reggae às custas de criatividade e brasilidade; banda faz show hoje Um dos pioneiros do reggae brasileiro, o Cidade Negra chega hoje a Bauru para um show na Cervejaria dos Monges. Aqui no Brasil e lá fora, o grupo é respeitado pela renovação que impõe ao ritmo nascido na Jamaica e popularizado por Bob Marley e sua trupe.Em dez anos de carreira, o Cidade Negra conseguiu imprimir a sua marca no cenário musical do País. Ainda assim, de maneira diferente de setores da música popular que se repetem há décadas, o grupo não se acomodou. Uma prova disso é o novo álbum Enquanto o Mundo Gira, base do show que a banda traz para Bauru. Com esse disco, o grupo lapida ainda mais o diamante negro do reggae a fim de refletir outros matizes musicais. Ao longo de suas 15 faixas, vamos sendo surpreendidos por ritmos, sonoridades e climas até então inéditos no repertório da banda. De peito aberto e com uma boa dose de arrojo, eles mais uma vez provam que a evolução é o verdadeiro elixir da juventude de um artista, diz o texto de apresentação da banda. Um aspecto a se destacar do disco é que não há regravações e versões. Outro, é que Toni, Bino, Lazão e Da Gama voltam a chamar atenção para artistas ainda desconhecidos do grande público.Bernardo Vilhena, autor de letras cantados por Cazuza, Lobão e outros, é a única parceria remanescente dos discos anteriores com Estar Só. Soldado da Paz (com Herbert Vianna), aparece cantada apenas acompanhada de um violão. Os talentos de Zé Ramalho e Jorge Mautner também estão lá, com Chamando o Silêncio e Mobatalá, respectivamente.ServiçoCidade Negra. Hoje, a partir das 23h (a casa abre às 21h). Patrocínio: Kaizen Net/Uol, Bauru Shopping, Tilibra e Ford. Apoio: Saint Paul Residence, Sat Engenharia, 96 FM e Jornal da Cidade.
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