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Caminhoneiros ameaçam parar de novo

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro disse que haverá greve em janeiro se não houver acordo com GovernoCaminhoneiros de todo o Brasil podem parar na segunda quinzena de janeiro de 2001 se não entrarem em acordo com o Governo sobre a questão dos pedágios. A afirmação é do presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, um dos líderes da greve dos motoristas de caminhão que paralisou o País em 1999 e voltou a acontecer no início deste ano. Botelho esteve em Bauru na manhã de ontem, de onde seguiu para Ourinhos para um encontro com caminhoneiros e entidades formadas por esses profissionais na região. De acordo com Botelho, os caminhoneiros estão estrangulados, pelos preços dos pedágios no País. Por isso, ele está se reunindo com lideranças de várias regiões do Brasil para averigüar qual a real situação dos caminhoneiros, antes de levar reivindicações a Brasília. Na semana passada, Botelho esteve em Vacaria, no Rio Grande do Sul, conversando com lideranças gaúchas, de Santa Catarina e do Paraná e na semana que vem estará em Maringá a Guarapuava, também no Paraná, para uma grande reunião, onde serão traçados os objetivos das entidades que representam os caminhoneiros. Vamos nos reunir com o Governo ainda esse ano buscando uma solução de emergência para o setor do transporte de carga, principalmente na questão dos pedágios, afirmou o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro.GreveCaso não haja um acordo, Botelho prevê que as lideranças do movimento, que segundo ele contam com o apoio de agricultores e donos de postos de combustível, decidirão por uma paralisação. E alertou: no caso das lideranças do movimento decidirem por uma paralisação, ela vai ser muito mais profunda e nós não queremos que isso aconteça, senão a população vai pagar por uma coisa que ela não tem culpa, disse.Botelho acredita que uma nova greve seria pior que a de 99 porque os caminhoneiros estão muito mais organizados. Seria até mais profunda porque no ano passado e no começo desse ano não havia uma organização tão completa como agora, explicou. Atualmente, o Movimento União Brasil Caminhoneiro está estruturado em níveis de coordenadorias estaduais em quase todos os estados do Brasil e principalmente em coordenadorias regionais nos principais municípios brasileiros, principalmente no Sudeste e no Sul. Uma greve iria provocar um desabastecimento de combustível, medicamentos e alimentos. Seria fatal, afirmou.

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