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Parreira sonha com 2004 e Agostinho quer só 1 mandato

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 5 min

Parreira sonha com Prefeitura em 2004Pedetista diz que prefeito Nilson Costa precisa convocar a sociedade para discutir políticas de planejamento para a cidadeO vereador João Parreira (PDT), reeleito em outubro passado para cumprir seu quinto mandato, se define como um político experiente. Ele se considera do tipo que não está muito distante do vigor da juventude. Acha, também, que tem amadurecimento suficiente para gastar na vida pública. As duas combinações apontam para um sonho que o pedetista espera realizar, quem sabe, em 2004: ser eleito prefeito de Bauru.Estou no ponto ideal, define. Todo homem tem que sonhar. Aquele que não sonha é porque está morto, filosofa. Em 1992, ele chegou perto. Foi pré-candidato a prefeito pelo PDT, mas saiu derrotado da convenção. Foi reeleito vereador e, desde então, busca uma chance para subir o elevador do Palácio das Cerejeiras como prefeito da cidade.Filho do mineiro Antonio Parreira de Miranda Filho, o vereador se utilizou de todas as virtudes do pai para se iniciar na vida pública. Sem exercer qualquer mandato, meu pai sempre fez política. Era uma pessoa muito corajosa, de vanguarda. Falava tudo o que pensava. Parreira disputou sua primeira eleição em 76 pela antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena). Para a época, obteve uma votação expressiva: 850 votos, insuficientes para elegê-lo. Em 82, foi eleito como o vereador mais votado: 2.105 votos.Dos quatro mandatos que exerceu, considera o atual como o mais importante de sua trajetória política. Cassamos um vereador (Hélio Pires) e um prefeito (Antonio Izzo Filho), ressalta. Reeleito em outubro com 1.756 votos, o pedetista fala em aproximação do PDT com o prefeito Nilson Costa (PPS). Quem sabe se daqui a dois anos estaremos no mesmo palanque. Os dois partidos são de centro-esquerda. O PDT poderá apoiar Ciro Gomes (PPS) para a Presidência da República, prevê.Bola da vezParreira acredita que Bauru vai experimentar um boom de crescimento fabuloso nos próximos anos. Não tenho dúvidas de que Bauru é a bola da vez, afirma. Ele acha que o prefeito deve chamar a sociedade civil para discutir política de planejamento. Tenho certeza que o PDT não vai se furtar a essa convocação.O vereador avalia que, os políticos de uma maneira geral, só discutem a cidade durante as campanhas eleitorais. É nessa época que surgem as promessas mirabolantes, irreais, que após a eleição somem do cenário político, critica.Sobre a composição da Câmara Municipal para a legislatura 2001/2004, ele acha que um dos assuntos sérios que será alvo de discussão é a questão da previdência social dos servidores municipais. Na sua opinião, a Câmara também deverá discutir a finalidade da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab).RadiografiaNome: João Parreira de MirandaIdade: 47Profissão: corretor de imóveisPartido: PDTEstado civil: casado, dois filhosEscolaridade: universitáriaReligião: evangélicoSonho político: ser prefeitoSonho de consumo: tenho tudo que queroLivro de cabeceira: BíbliaTrilha sonora: O ÊxodoFilme: O ÊxodoÍdolo: Ulysses GuimarãesAgostinho quer cumprir mandatoVerde por definição, peemedebista diz que política ambiental será prioridade, mas avisa que atacará em outras frentesO vereador eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) vai assumir sua vaga na Câmara Municipal no próximo dia 1.º com uma convicção: vai cumprir mandato único. Ele se diz contra a instituição da reeleição e dá como exemplo os cargos que ocupou nos últimos anos. O peemedebista presidiu o Conselho Municipal do Meio Ambiente e o Instituto Ambiental Vidágua e se negou a ser conduzido novamente aos cargos.Defendo a renovação de quadros, justifica-se. Eleito com 1.895 votos, Agostinho ficou surpreso com a votação que recebeu e muito mais ao tomar conhecimento que era o mais novo parlamentar da próxima legislatura. Aos 23 anos de idade, completados ontem, esse jovem nascido em Cafelândia começou a se interessar pela defesa do meio ambiente aos 12. Atuou em organizações ambientais de peso, como o Greenpeace e o SOS Mata Atlântica.Em 1993, foi voluntário na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), onde ficou até 1996 apoiando o trabalho do então secretário Clodoaldo Gazzetta. Dois anos antes, em 94, o ambientalista fundou o Instituto Ambiental Vidágua, uma Organização Não Governamental (ONG) reconhecida em nível nacional.ProjetosReconhecidamente verde por opção, Agostinho vai prorizar, durante seu mandato, a luta pelas causas ambientais. Ele elegeu quatro priorizar do setor, pelas quais pretende brigar. A primeira é a implantação das estações de tratamento de esgoto, que vão acabar com o lançamento, in natura, de 1,2 mil litros de esgoto por segundo no rio Bauru.O vereador eleito também vai trabalhar para que a administração municipal aumente a coleta do lixo seletivo e o serviço de reciclagem. Agostinho garante que menos de 1% do lixo recolhido na cidade é reciclado. O desmatamento da área de cerrado localizada nos arredores do Município é motivo de preocupação do peemedebista.Pelo seus cálculos, o cerrado bauruense tem menos de 10% de área preservada. O ambientalista também quer que a legislação seja aplicada para preservar os fundos de vale. São 12 áreas, muitas das quais ocupadas irregularmente por favelas e outras servindo como depósitos de entulhos.Os planos de atuação de Agostinho, no entanto, não estão restritos ao meio ambiente. Na área social, ele quer dar cobertura aos programas de geração de renda, de bolsa-escola, entre outros. Bauru tem 21,9% de sua população em situação de miséria, alerta.O vereador eleito diz que quer a Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) construindo casas para quem não tem condições de pagar por esse benefício. A Cohab hoje constrói casas para quem pode pagar. Mas temos mais de duas mil famílias sem a mínima condição de pagar por isso. RadiografiaNome: Rodrigo Antonio de Agostinho MendonçaIdade: 23 anosProfissão: estudantePartido: PMDBEstado civil: solteiroEscolaridade: universitário incompletoReligião: católicoSonho político: fazer o que tem em mente independente do cargoSonho de consumo: livrosLivro de cabeceira: Conselho aos Governantes, da Universidade de BrasíliaTrilha sonora: não temFilme: não temÍdolo: não tem

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