Com a prisão de ontem, a polícia acredita ter começado a esclarecer uma série de furtos de fios da rede de energia elétricaJaú - Cinco homens foram detidos ontem pela Polícia Civil de Jaú sob acusação de formação de quadrilha e furto de fios da rede de energia elétrica da CPFL. Um caminhão, duas escadas, alicate e cerca de 500 quilos de fios foram apreendidos. Só neste ano, pelo menos dez furtos desse tipo já foram registrados no 3º Distrito Policial de Jaú mas, até então, ninguém havia sido preso em flagrante. Polícia acredita na existência de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime.O delegado seccional de Jaú, Benedito Antonio Valencise, acredita que o flagrante de ontem possa ajudar a esclarecer outros furtos ocorridos na região. O delegado do 3º DP, Édson Maldonado, disse que segundo estimativas da CPFL, o prejuízo com os furtos de fios já chegaram à casa de R$ 1 milhão, para a empresa, sem contar a mão-de-obra para o reparo dos danos.O delegado Valencise lembra ainda os riscos que esse tipo de crime pode representar para a população consumidora de energia, como por exemplo, uma descarga elétrica numa residência ou mesmo blecautes.As investigações sobre esse tipo de ocorrência já vinham sendo desenvolvidas ao longo do ano pela polícia jauense. E na madrugada de ontem, seguranças da CPFL perceberam a atuação de estranhos na rede, nas proximidades do trevo que dá acesso a Barra Bonita, e acionaram a polícia que se deslocou até o local.Num primeiro momento, a polícia deteve Marcelo Teixeira, 19 anos, e Isaías de Jesus Ambrósio, 19 anos, ambos moradores de Jaú. No local, a polícia encontrou e apreendeu um caminhão, duas escadas para subir em postes, alicate próprio para o corte de fios grossos e ainda aproximadamente 500 quilos de fios de alumínio já cortados. Um pouco mais tarde, outros três rapazes foram identificados e detidos. São eles: Roberto Carlos de Jesus, 26 anos, Mauro Aparecido Ribeiro, 37 anos, e Paulo Samuel da Silva, 22 anos, também moradores de Jaú. Depois de autuados, todos foram encaminhados à cadeia pública, onde aguardam decisão da Justiça.ReceptadoresA partir de agora, as investigações prosseguem. O objetivo da polícia segundo os delegados, é se chegar aos receptadores e aos chefes do grupo que faz o trabalho braçal. É que durante interrogatórios, ontem, a polícia foi informada que para cada dia de trabalho no furto de fios, cada operário recebia uma certa quantia em dinheiro que variava entre R$ 70 e R$ 150,00.A polícia faz um alerta à população para que fique atenta a possíveis vendedores de fios que possam surgir no mercado informal e lembra que comprar produtos de furto ou roubo também é crime. Qualquer dúvida ou denúncia pode ser comunicada pelos fones (014) 622-1222, 622-1935 ou ainda pelo 147.
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