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Região central quer voltar a ter moradores

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

Enquanto entidades e técnicos incentivam a descentralização do comércio, Sindicato dos Comerciantes quer a volta de moradores para a região centralEnquanto a Associação dos Moradores, Inquilinos, Mutuários, Residentes, Domiciliados e Amigos de Bauru (Amimab), professores do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp de Bauru e até mesmo Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) (que também participa do projeto de revitalização do Centro) defendem a idéia de descentralização do comércio, o Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio) incentiva a volta de moradores na região central da cidade. A entidade acredita que a volta de moradores ao Centro seja uma maneira de devolver a vida noturna para a região, que fica praticamente deserta depois das 20 horas. Hoje, no quadrilátero entre as ruas Ezequiel Ramos e 7 de Setembro, Saint Martin e Praça Machado de Melo, existem 560 ligações de água para imóveis comerciais e 192 ligações de água para imóveis residenciais, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE). De acordo com a secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, não existe um número ideal de moradores para que a região central volte a ser habitado à noite. Quando se fala em voltar moradia, não se tem um número ideal, mas é preciso ter gente morando no Centro da cidade para ter segurança e vida noturna, afirmou a secretária de Planejamento.O professor do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp de Bauru, Nilson Ghirardello, afirmou que a revitalização do Centro não depende apenas do retorno de habitação na região. Ele destacou que outros fatores podem influenciar nessa revitalização, como o retorno do Poder Público para o Centro da cidade, seguindo o exemplo da prefeitura de São Paulo, melhorias das condições de estacionamento, valorização do patrimônio histórico e gerenciamento de atividades noturnas para a região, como cinema, bares, teatros e outros serviços que possam atrair as pessoas depois das 20 horas.Outro fator que deve ser avaliado, segundo o professor, é a infra-estrutura existente (água, esgoto, luz, transporte coletivo, asfalto e telefonia). Para ele, construir prédios para a população de classe média para baixo é uma maneira de incentivar o retorno de moradores para a região central e de economizar, porque a infra-estrutura já existe. Particularmente, vejo, principalmente naquela região abaixo da Ezequiel Ramos (rua) até os trilhos, que tem-se um setor da cidade muito central e subvalorizado, e que serviria para moradia. É uma região com muitos terrenos que poderiam ser aproveitados como moradia, para classe média e classes mais baixas. Deveriam avaliar quanto se gasta para construir prédios populares nessa região, que já tem toda a infra-estrutura (água, esgoto, asfalto, transporte coletivo), e quanto se gasta para construir um bairro popular longe, que tem que levar toda infra-estrutura, afirmou Ghirardello.O professor disse, também, que edifícios antigos também poderiam ser aproveitados como moradias, como os prédios da antiga Fepasa, incluindo a estação, o prédio da Noroeste do Brasil, na Praça Machado de Melo, as oficinas, o prédio da indústria Matarazzo, entre outros. O Centro tem uma metragem quadrada muito grande com potencial de uso. A região tem muitos edifícios existentes, que poderiam ser aproveitados, concluiu Ghirardello.

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