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PDT quer disputar Mesa da Câmara

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Em reunião realizada na manhã de ontem, os pedetistas decidiram que devem lançar candidato à presidência da CâmaraMais de dois meses após a inesperada derrota para Nilson Costa (PPS), o PDT finalmente reuniu ontem seus militantes para avaliar o pós-eleição e os rumos que o partido deverá trilhar no próximo ano. Dentre vários assuntos em pauta, a sucessão da presidência da Câmara foi o que rendeu mais discussões, já sinalizando para uma provável decisão: o lançamento da candidatura de um dos vereadores da bancada para disputar o comando da Mesa. Embora seja prematuro falar em definições - quando se trata da referida eleição, tudo pode acontecer de última hora -, a militância pedetista deu mostras claras de que deseja colocar um de seus vereadores no lugar do cessante Paulo Madureira (PPB). Diferente do vazio que se imaginava, a reunião de ontem foi bastante concorrida, com a manifestação de vários filiados a respeito da necessidade de o partido disputar o comando da Câmara. Talvez tal posição tenha sido estimulada pela notícia de que Walter Costa (PPS) sairá como candidato do prefeito, mas o clima é questão fechada. Os reeleitos Luiz Carlos Valle e João Parreira de Miranda não disfarçam a satisfação com a vontade explicitada pela militância. Ambos seriam os mais cotados para ocupar a candidatura pedetista, ainda que o nome de Valle demonstre ter maior parcela de simpatia. Os dois, por sua vez, não cansam de trocar gentilezas e jurar apoio incondicional entre si. Para Pedro Tobias, que assumiu ter errado na campanha ao fazer a política do varejo e fugir dos debates na TV - seus estrategistas o aconselharam a não participar em razão da imaginada vantagem na preferência do eleitorado -, é fundamental que o PDT tenha seu candidato na eleição da Câmara. Perdemos a eleição e não somos governo. Na mais velha democracia que se conhece, quem perde fiscaliza, quem ganha, governa, filosofou. Com esse comentário, ele deixou claro que qualquer apoio do PDT ao candidato do prefeito selaria uma situação que o partido vem rechaçando desde que Nilson assumiu a Prefeitura: ser situação.Já Roberto Purini entende as coisas sobre um prisma diferente. Na opinião dele, o partido só deve entrar na disputa se for para ganhar. Se tivermos certeza que conseguiremos cooptar apoio de outros vereadores e realmente vencer a disputa, tudo bem. Caso contrário, devemos pensar bem, porque disputar e não levar significaria o alijamento da bancada e pouco representatividade nas comissões permanentes, avaliou.

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