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Chineses são 60% dos estrangeiros

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

O recadastramento da Polícia Federal mostra que Bauru está atraindo uma boa parcela de asiáticos nos últimos dois anosOs chineses são maioria entre os estrangeiros que residem atualmente em Bauru. Das 70 pessoas que renovaram o visto de permanência junto à Polícia Federal (PF) neste mês, 60% são provenientes do País asiático. Os dados foram fornecidos pelo agente da PF, Moisés Rossi.De acordo com ele, a maioria dessas pessoas trabalha no comércio de Bauru, principalmente no setor de bares e lanchonetes.É o caso de Ye Jin Yi, cuja família é proprietária de uma pastelaria na região central. Extremamente tímida e avessa a conversa, ela recebe ajuda da funcionária Janaina Cardoso para dar informações à reportagem. Ela não fala muito bem o português, explicou a balconista. Morando há seis anos no Brasil, Ye se diz muito feliz com a receptividade que teve por aqui. Sua família trabalhava com agricultura na China e decidiu tentar a vida em terras tropicais. Ela não sabe dizer porquê Bauru foi a cidade escolhida para aportar. Disse apenas que o tio veio primeiro, há muitos anos, e foi trazendo os demais membros da família aos poucos. A opção pela pastelaria foi feita pela facilidade em lidar com negócio próprio. Ela não sabe dizer como os chineses se adaptaram tanto nesse ramo. Mas, eles têm tino para o negócio, salientou Janaina.O problema maior enfrentado pelas famílias que por aqui chegam é aprender o idioma, completamente diferente do que eles trazem consigo. Dificilmente esse tipo de imigrante procura uma escola para aprender a Língua Portuguesa. Eles aprendem no dia-a-dia, no contato com a gente. Mas isso leva um bom tempo, salientou a funcionária da pastelaria.Apesar de chegarem em grande número a Bauru, os chineses procuram levar uma vida reservada. Raramente procuram os compatriotas para formar uma colônia e preferem se fechar em sua família. A também comerciante chinesa Zhen de Zhou contou que tem informações dos conterrâneos que moram em Bauru, mas não existe amizade entre eles. Cada um vem de um lugar diferente do País e as pessoas são muito reservadas, explicou.Falando com dificuldade o português, ela disse que o pai foi o primeiro a chegar a Bauru. Como percebeu que era um lugar propício para sua família viver, trouxe os outros membros e abriu uma lanchonete também no Centro de Bauru. Já temos descententes bauruenses, salientou, apontando para o sobrinho que nasceu por aqui.Zhen contou que seu pai era construtor de casas na China e que o mercado de trabalho lá era semelhante ao daqui. Tanto lá, como aqui, se souber trabalhar direito, ganha dinheiro.Com traços muito parecidos com os dos chineses, a coreana Regina (ela não fala o nome de batismo de maneira alguma) disse que mora em Bauru há 16 anos. Os filhos estão completamente adaptados à nova terra e não pensam em voltar para a Ásia. Ela salientou que acha a vida mais sossegada aqui e encerrou a conversa rapidamente, mostrando que, assim como os chineses, prefere reservar a sua vida pessoal.

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