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Opiniões em pílulas, só para diversificar

(*) B. Requena
| Tempo de leitura: 3 min

Habemus Bush - Acabou a dúvida atroz. George W. Bush será o próximo presidente dos Estados Unidos. Arrisco uma opinião: quem viver, verá. Após Bush, os EUA terão como presidente Bill Clinton.É fumo! - O Congresso brasileiro proibiu mesmo, definitivamente, a propaganda de cigarro na televisão. Dentro de dois anos, aqui no Brasil também não será permitida a propaganda nem na Fórmula Um, como já ocorre na França. Aí é que a porca torce o rabo. Com sua astúcia e seu poderio financeiro, a indústria fumageira adotará vários expedientes, por trás da cortina de fumaça. Acabará a propaganda no rádio e na TV, mas em compensação, haverá uma chuva de brindes e outras maneiras de divulgar os caretas em todo o Brasil. Ao terminar a refeição na casa de um amigo, você verá no fundo do prato qual crivo que está oferecendo os melhores sabores. Nos motéis, hotéis e abrigos, você dormirá enrolado em lençóis de Hollywood, que oferece os melhores filtros. Se o morto não tinha dinheiro, a funerária oferecerá um caixão gratuito, pago pelo LM, Charm, Marlboro, entre outros. Na lateral do caixão, ao lado do nome do cigarro, a frase: Afinal, fomos sempre bons amigos a vida inteira. Você vai acabar querendo de volta os anúncios pela TV...Chupeta & algemas - Nossas autoridades, que encontram resistência enorme em reduzir a idade penal para 17 ou 16 anos, agora já falam em reduzir para 11 anos. É o Brasil! Está claro que assim não conseguirão para nenhuma das três alternativas! Não sabem o que querem!Respirando violência - O Governo não vai dar moleza! Não vai indultar nem anistiar mais presos perigosos condenados por homicídio, assalto com armas, tráfico de drogas etc. Terão que cumprir pena do começo ao fim. Em compensação, continua a liberar a turma no Natal (neste ano, o IPA, em Bauru, põe na rua mais de 600), Ano Novo, Carnaval, Dia dos Pais, Reis, São Nunca, Halloween. Ora, sabendo que não haverá mais indulto, quem sai, nessas oportunidades, certamente terá comportamento pior do que nas vezes anteriores. As autoridades não gostam do povo brasileiro?Direito de resposta - Sempre achei que o direito de resposta é o mais importante instituto da imprensa. Mas também o mais imperfeito, o mais falho. E se o indivíduo ou a entidade foi ofendido num caso que se pode considerar 100% inocente, então, a resposta nunca irá reparar todo o dano causado. Por isso, acreditava que para atenuar o prejuízo moral ou financeiro, a mesma resposta deveria sair publicada umas três vezes na imprensa escrita. Repetida várias vezes no rádio e na TV. Hoje, vejo que não estou sozinho naquilo que preconizo. No domingo, dia 10/12, quando toda a imprensa brasileira queria gastar suas manchetes com o caso Lalau, o Jornal da Tarde, de São Paulo, foi obrigado judicialmente a sair com manchete de 1.ª página, para começar a reparar um caso ocorrido quase um ano antes: Diretor do Detran não desbloqueou multas. Em cima da manchete: Por determinação judicial, a seguir, texto de resposta concedido ao delegado Antonio Carlos Bueno Torres. E o texto: Ao contrário do divulgado por este jornal, na edição do último dia 12/01/00 (quarta-feira), o diretor da Divisão de Habilitação, Antonio Carlos Bueno Torres, além de não ser o responsável pelo desbloqueamento de multas, não teve sua Blazer licenciada sem a quitação destas. De acordo com documentos enviados a este jornal, no mesmo dia do licenciamento todos os débitos devidos para possibilitá-lo estavam quitados.Na condição de homem de imprensa, é claro que não vibrei pela obrigatoriedade de o JT ter de conceder o direito de resposta por força judicial. Mas acredito que com a sensibilidade às causas justas que obviamente a Imprensa tem que ter e com a infinidade de cérebros que possui, ela própria já deveria ter aperfeiçoado seus métodos. Não o fazendo...(*) B. Requena é editor de Internacional do JC

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