O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Joaquim Madureira, procurado pelo JC para comentar a possibilidade de a empresa pagar o monitoramento através de câmeras de vídeo, disse que, antes de falar sobre o assunto, quer conhecer o projeto. Eu não posso opinar sobre arcar com esse custo porque não conheço o projeto, disse.A possibilidade levantada pelo capitão Benedito Roberto Meira, de usar dinheiro das multas de trânsito municipalizadas, que são recolhidas pela Emdurb, precisa ser estuda, de acordo com Madureira. A verba proveniente das multas de trânsito tem uso disciplinado por lei federal. A gente precisa saber se a lei permite, disse.O dinheiro das multas de trânsito municipalizadas, segundo explicou Madureira, pode ser usado apenas para a fiscalização e engenharia de trânsito e educação na área de trânsito. Para Meira, se a legislação exigir, poderia ser feito um termo aditivo no convênio de municipalização das multas, para que o dinheiro também possa ser usado na segurança pública, e não apenas no trânsito.Neste ano, até novembro, a Emdurb processou cerca de 23 mil multas de trânsito em Bauru. Madureira não soube estimar qual o valor arrecadado pela empresa com as multas por mês. Mas supondo um valor médio de R$ 80,00 para cada autuação e que todas sejam pagas, as 23 mil multas renderiam cerca de R$ 1,8 milhão.Neste ano, o maior investimento da Emdurb na área de trânsito foi a instalação de semáforos para pedestres, que custou pouco mais de R$ 200 mil. Além disso, paga o pró-labore dos policiais militares de trânsito e arca com viaturas e outros equipamentos para a polícia de trânsito. A empresa, em conjunto com a PM, também mantém projetos de educação de trânsito.
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