Geral

A favor da humanidade

(*) Alesse de Freitas Nunes
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O amanhecer do dia 6 de agosto de 1945 ficou marcado para sempre na mente da humanidade. O que deveria ser um dia simples, de luta pela sobrevivência, foi o último suspiro para pelo menos 240 mil pessoas. Sobre suas cabeças, o que parecia ser apenas um cilindro de metal era, na verdade, a primeira bomba atômica jogada em seres humanos. Um minuto e meio depois, na cidade japonesa de Hiroxima, formou-se uma bola de fogo a uma altura de 570 metros, que alcançou uma temperatura de 300 mil graus celsius.O Japão e o mundo testemunhavam o ápice do desenvolvimento tecnológico e científico. Desde quando foi usado um punho curto (espécie de estilingue) para melhorar a eficácia de uma pedra arremessada com a mão, passando pelos dardos, as lanças leves de arremesso e o arco, a mais eficiente arma de guerra até a invenção do fuzil, usada há cerca de 12 mil anos, a humanidade consumiu milhares de horas para aprimorar seus equipamentos de guerra. Mas a ciência humana não é feita apenas para produzir armas e tragédias. A curiosidade e a ânsia de conhecer são consideradas qualidades inatas do gênero humano. Assim, o nascimento da ciência deu-se com as primeiras observações dos homens primitivos, antes mesmo que fosse inventada a escrita. Se chegamos à Lua, se milhares de remédios prolongam a vida de pacientes, se temos equipamentos precisos para diagnosticar doenças, se podemos construir grandes usinas e ainda ver os minúsculos átomos, é graças ao desenvolvimento da ciência. O avião, por exemplo, que nos é tão útil, foi apresentado ao mundo pela primeira vez pelo brasileiro Alberto Santos Dumont com o 14-bis, em 23 de outubro de 1906. Seu avião voou sessenta metros a uma altura entre dois e três metros do chão. Mas seu uso como arma de guerra, durante a Primeira Guerra Mundial, deixou o aviador em profunda depressão, levando-o ao suicídio, em 1932. O cientista Albert Einstein também sofreu ao saber que suas equações faziam parte dos cálculos matemáticos envolvidos na criação da bomba atômica. Mas o mais célebre dos cientistas do século XX, responsável por teorias que revolucionaram não apenas a física, mas o próprio pensamento humano, acreditava que só a evolução moral impediria uma catástrofe mundial. Apesar do uso nem sempre correto do avanços científicos a indústria bélica movimenta cerca de um trilhão de dólares/ano Novos Tempos, suplemento especial da APJ Associação Paulista de Jornais, encartado neste jornal. No sábado (16) se propõe a mostrar que a ciência, desenvolvida e utilizada segundo os princípios ressaltados por Einstein, pode, sim, ajudar a construir um mundo melhor. Resta torcer, agora, para que a chamada Era do Conhecimento, que deve marcar o terceiro milênio da Era Cristã, traga, definitivamente, progresso, igualdade e fraternidade. Não apenas no âmbito do Interior de São Paulo, como mostrado por Novos Tempos, mas em todo o mundo.(*) O jornalista Alesse de Freitas Nunes é responsável pela Divisão de Estudantes da BSGI Brasil Soka Gakkay Internacional em Campinas

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