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Grevistas pedem apoio a autoridades

Redação
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HC/Marília pede que lideranças se manifestem junto à Secretaria da Ciência e Tecnologia em apoio às reivindicaçõesMarília - Os docentes e funcionários da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), em greve há 14 dias, divulgaram ontem uma carta aberta, às autoridades da cidade e região, pedindo que elas se manifestem junto à Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, em apoio às suas reivindicações. Eles reivindicam a liberação de R$ 5 milhões para fechar as despesas deste ano e a aprovação do reajuste orçamentário para o próximo exercício financeiro. No documento os grevistas lembram, entre outras coisas, que a Famema obteve conceito A no provão realizado pelo Ministério da Educação e Cultura em 1999 e B no exame deste ano, para o curso de medicina. Salientam que a entidade recebeu do Ministério da Saúde, o título de Referencia Nacional em gestão Hospitalar e ressalta que suas contas sempre foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. A nota destaca ainda o atendimento de 500 casos/dia nos setores de urgência e emergência, três mil atendimentos ambulatoriais por dia, além de 720 internações por mês, no Hospital das Clínicas e Hospital Materno-Infantil, mantidos pela instituição. De acordo com a nota, sem o atendimento das reivindicações, que incluem reajuste salarial de 11,25% aprovado pelo Conselho dos Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp), a entidade não tem como continuar prestando atendimento. A Famema foi criada por lei estadual em 1966, sendo mantida pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília. Em 1994 ela foi estadualizada com a criação da Autarquia Faculdade de Medicina de Marília.Com a greve que já dura quase duas semanas, estima-se que mais de 5 mil pessoas já tenham deixado de ser atendidas no HC o que está sobrecarregando outros hospitais da cidade. Até ontem, HC mantinha atendimento de urgência e emergência mas já anunciou que os serviços devem ser suspensos a qualquer momento por falta de condições básicas para o atendimento. Anteontem, o vice-governador Geraldo Alckmin afirmou, durante visita a Botucatu, que a questão da Famema será resolvida ainda esta semana. Além de Marília, o HC atende também a cerca de 35 cidades da região.

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