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GUERRA (ÁRABES E JUDEUS)

Blasco Peres Rego
| Tempo de leitura: 2 min

A guerra, além das mortes, traz um gasto fenomenal de dinheiro, para todos que dela participam. O problema da paz não consiste apenas na suspensão das hostilidades para recomeçar mais tarde. De nada valeriam para a humanidade os sacrifícios de sangue e dinheiro que têm custado as guerras se os seus resultados definitivos se resumissem em conquistas territoriais para este ou aquele país e na hegemonia política ou econômica para esta ou aquela nação. A guerra é uma dolorosa lição de coisas. Há nela mil ensinamentos a colher. À inteligência e a previdência dos estadistas deve caber a missão de os expor.A guerra que ensangüenta e dilacera quase todo o mundo, levando por toda a parte, o luto, a tristeza, a fome e a miséria deve ser evitada mesmo que exija grandes sacrifícios. É dever de todos evitar a carnificina selvagem de uma guerra de vida e morte onde as leis humanas e os preceitos de piedade cristã não têm nenhum sentido. A guerra tala os campos, exaure as riquezas seculares e dizima os homens, não é um simples fenômeno econômico. É sobretudo um fenômeno social e político.No Brasil, árabes e judeus vivem muito bem, por que não podem viver em paz lá? Volto a repetir: é dever de todos evitar essa guerra, a harmonia é possível. Cabe às colônias de árabes e judeus existentes no Brasil de se empenharem nessa luta para que cessem imediatamente essas hostilidades, terríveis para ambos os lados.Dediquei quatro anos para escrever um livro sobre a guerra, em especial essa de árabes e judeus que pretendo encaminhar ao primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e ao líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, como minha colaboração e ajuda na busca dessa tão sonhada paz de ambos os lados. Meu respeito e minha admiração às colônias brasileiras de árabes e judeus que vivem em harmonia. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)

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