É uma verdade que a cada Natal que passa ou transcorre mais o bauruense abre seu coração para a solidariedade e o amor ao próximo, principalmente para com os necessitados que nunca param de aumentar numa cidade em desenvolvimento como a nossa. E, neste ano, a urbe de Azarias Leite ganhou a dianteira de épocas passadas, pois foi ao encontro da pobreza declarada com enorme amplitude. O jornalista, que por força da profissão vive em contato com toda uma variedade de segmentos humano-sociais, entre eles igrejas, equipe de apostolados, clubes de serviços, asilos, recolhimentos e muitos tipos de entidades filantrópicas, testemunhou nestes dias o quanto essas organizações primaram, neste 2.000 anos do nascimento do Redentor, na sua tradicional assistência material aos carentes. Foi algo extraordinário, pois milhares de cestas básicas e outros vasilhames chegaram, rapidamente, às mãos dos necessitados. E vem acompanhando, também, a elogiável inserção de importantes supermercados e lojas na grande cruzada, assim como a notável iniciativa do cantor Daniel, organizando uma competição de futebol com essa mesma finalidade filantrópica. Graças a tudo isso, milhares de famílias pobres foram ou estão recebendo ofertas de todos os gêneros para seu uso e consumo. Não só alimentos, roupas, sapatos e brinquedos vêm sendo distribuídos em quantidade a essa enorme parcela da sociedade, à qual o destino reservou as piores dificuldades da vida, como sejam a fome e o frio. Ao mesmo tempo, quantas famílias não prepararam, isoladamente, volumes de doações para pobres seus conhecidos? Muitas, mas muitas mesmo, algumas delas pobres como suas beneficiárias.A cidade está, portanto, de amplíssimo parabéns pela nobreza do gesto, pois demonstra a consciência de que seu coração não é de papel e, sim, idêntico ao do seu próximo, condicionado a sofrer o que os outros sofrem. Provavelmente conheça a bela música de Sérgio Reis, onde diz: Se você pensa que meu coração é de papel, engana-se, pois ele é igualzinho ao seu, que sofre como o meu... Então, tem o bauruense que manter as suas fibras permanentemente abertas aos apelos dos outros, como está fazendo neste ciclo natalino, muito mais que naqueles que o passado carregou para não mais voltar. Que lhe sobre sempre este calor humano para que, a cada nascer do sol, a cada lampejo de estrela, a cada renascimento de Cristo, tenha Bauru para comemorar menos pobres nas ruas e casebres, menos tristezas nos rostos e menos lágrimas nos olhos, como deseja ardentemente o Criador de todos nós... É a nossa opinião! (N. Serra, Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade