O valor é referente somente ao ano 2000. Nos últimos sete anos, cerca de R$ 97 milhões foram pagos na regiãoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já pagou cerca de R$ 15 milhões em precatórios de ações judiciais na região de Bauru, somente neste ano. A informação é do auditor geral da Previdência Social, Carlos Antunes Nascimento. Para se ter uma idéia da gravidade da situação, basta saber que em todo o Estado da Bahia foram pagos valores de aproximadamente R$ 1,9 milhões, no mesmo período. De acordo com Nascimento, nos últimos sete anos foram pagos, na região de Bauru, um montante calculado entre R$ 93 milhões e R$ 97 milhões em precatórios. É um valor escandaloso, considerando-se as dimensões dessa microregião, diz o auditor. A gerência executiva do INSS em Bauru tem uma abrangência de atuação sobre 58 municípios, com seis agências da Previdência Social. Nascimento esteve em Bauru, ontem, em função da operação de combate às fraudes que o INSS vem desenvolvendo desde maio deste ano. Segundo ele, ainda não é possível avaliar os resultados obtidos até agora com a operação devido ao surgimento constante, durante as investigações, de novos fatos que necessitam de averiguação. Pelo gigantismo do INSS, ainda não é possível fazer uma avaliação porque quanto mais nos aprofundamos nas investigações, mais fatos novos e suspeitas de irregularidades aparecem, observa o auditor. O caso mais grave apurado pelos fiscais do INSS, até o momento, foi o de São Manuel. Em julho, foram apreendidas 1,2 mil Carteiras de Trabalho em situação irregular. Segundo Nascimento, cerca de mil processos referentes a esse caso estão na Polícia Federal. Essas Carteiras foram apreendidas num escritório de advocacia. Porém, ontem, o auditor geral do INSS não quis citar nenhum nome - tanto dos suspeitos de envolvimento nas fraudes no caso de São Manuel, quanto de outras cidades da região - até que as investigações sejam concluídas. Mas, afirmou que os líderes dos esquemas fraudulentos descobertos até agora já foram identificados. Já sabemos quem são os cabeças nesses esquemas. Porém, enquanto não concluirmos as investigações, vou me reservar o direito de não citar nomes, diz Nascimento. Segundo o auditor geral do INSS, a penalidade para pessoas que cometem algum tipo de fraude contra a Previdência Social pode variar de quatro a 12 anos de reclusão. Na avaliação do auditor, as fraudes que foram descobertas em São Manuel estariam ocorrendo desde 1994, aproximadamente.
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